… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 31 de dezembro de 2016

31 de dezembro



C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas

31 de dezembro
 “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos.” (Jr 8:20, ARC, Pt)

NÃO salvo! Caro leitor, é esta a tua triste condição? Foste advertido do julgamento vindouro, foste exortado a escapar pela tua vida, e, apesar de tudo, neste momento não és salvo! Conheces o caminho da salvação, tens lido sobre isso na Bíblia, ouviste pregar do púlpito a esse respeito, foi-te explicada pelos teus amigos; e até agora, negligenciaste-a, e, por essa razão, não és salvo. Tu não terás desculpa quando o Senhor julgar os vivos e os mortos. O Espírito Santo deu-te sempre alguma bênção, ao ouvires a palavra pregada nos teus ouvidos, e tempos de refrigério vieram da presença do Senhor, e, até este momento, tu estás sem Cristo. Todas estas ocasiões cheias de esperança vieram e foram, —o teu verão e a tua ceifa findaram— e, ainda, tu não és salvo. Os anos seguiram um após o outro em direcção à eternidade, e, logo chegará o último ano da tua vida. A juventude foi-se, as forças desapareceram, e, ainda, tu não és salvo. Permite-me que te pergunte: Desejas, na verdade, ser salvo? Há alguma probabilidade de que isto se realize? Já passaram as ocasiões mais propícias e tu ficaste sem ser salvo. Poderão outras ocasiões alterar a tua condição? Os meios falharam contigo; nem mesmo deu resultado o melhor de todos os meios, ainda que foi usado com perseverança e com o mais profundo afeto. O que mais pode ser feito por ti? Tanto a aflição como a prosperidade não te puderam impressionar; as lágrimas, as orações e os sermões desperdiçaram-se no teu coração estéril. Não morreram as probabilidades de que alguma vez chegues a ser salvo? Não é, na verdade, mais que provável que ficarás como estás até que a morte feche para sempre a porta da esperança? Espanta-te esta hipótese? Contudo, esta hipótese é a mais razoável; pois aquele que não é lavado em tantas águas, continuará, com toda a probabilidade, imundo até ao seu fim. O tempo oportuno nunca chegou para ti. Por que deveria alguma vez de chegar? É lógico temer que nunca chegue e que, à semelhança de Félix, tu não aches uma ocasião oportuna até que estejas no inferno. Oh! reflecte o que é o inferno e pensa na espantosa probabilidade de que logo serás lançado nele!

Leitor, se morreres sem seres salvo, não há palavras que possam descrever a tua perdição. O teu espantoso estado terias de descrevê-lo com lágrimas e sangue e terias de falar dele com gemidos e ranger de dentes. Tu por castigo, padecerás eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do Seu poder. A voz de um irmão bem deveria chamar-te à reflexão. Oh! Sê sábio, sê sábio a tempo, e antes que comece outro ano, crê em Jesus, que é capaz de te salvar completamente. Consagra estas últimas horas a uma íntima reflexão; e se ela produz em ti um profundo arrependimento, isso estará bem; e se o arrependimento te guia a pores uma fé humilde em Jesus, isso será o melhor de tudo. Oh! Procura que este ano não termine sem tu seres uma alma não perdoada. Não deixes que te surpreendam os repiques da meia-noite sem teres sido perdoado! Agora, AGORA, AGORA crê e vive!

“ESCAPA-TE POR TUA VIDA;
NÃO OLHES PARA TRÁS DE TI
E NÃO PARES EM TODA ESTA CAMPINA;
ESCAPA LÁ PARA O MONTE,
PARA QUE NÃO PEREÇAS.”



Tradução de Carlos António da Rocha

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