… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

5 de dezembro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
5 de dezembro

“Pedi, e dar-se-vos-á.” (Mt 7:7, ARC, Pt)

CONHEÇO um lugar na Inglaterra, no qual se dá um pedaço de pão a cada transeunte que deseje pedi-lo. Seja quem for o viajante que pede, não tem mais que bater na porta do Hospital da Santa Cruz, e ali há um pedaço de pão para ele. Jesus Cristo amou de tal maneira os pecadores que edificou um Hospital da Santa Cruz, para que sempre que um pecador que tenha fome bata na porta e satisfaça as suas necessidades. Mais ainda, Ele fez algo ainda melhor, pôs neste Hospital da Santa Cruz um quarto de banho para que sempre que uma alma esteja suja ou manchada, vá ali e se lave. A fonte está sempre cheia, e as suas águas são sempre eficazes. Nunca nenhum pecador foi alguma vez a essa fonte, e voltou sem poder lavar nela as suas manchas. Pecados que eram como escarlata e como carmesim desapareceram, e o pecador ficou mais branco do que a neve. Como se isto não fosse suficiente, Jesus pôs nesse Hospital da Santa Cruz um guarda-roupa, e o pecador que se dirige a ele tal qual é, será vestido da cabeça aos pés. E se ele deseja ser um soldado, pode conseguir não meramente um traje ordinário, mas uma perfeita armadura que o cobrirá das plantas dos pés até ao cocuruto da cabeça. Se pedir uma espada, ele terá o que pediu, e também um escudo. Nada que lhe seja útil lhe será negado. Enquanto viva, terá dinheiro para gastar, e quando entrar no gozo do seu Senhor, terá uma herança eterna de gloriosas riquezas.

Se todas estas coisas se podem conseguir com apenas batendo na porta da misericórdia, então bate vigorosamente, minha alma, esta manhã, e pede ao teu generoso Senhor muitas coisas. Não deixes o Trono da Graça até que todas as tuas necessidades tenham sido apresentadas diante do Senhor, e até que, por fé, tenhas a firme esperança de que serão supridas. Quando Jesus convida, nenhum acanhamento nos deve deter; quando Jesus promete, nenhuma incredulidade nos deve embaraçar; quando tão preciosas bênçãos podem obter-se, nenhuma insensibilidade nos deve impedir.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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