… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

6 de dezembro de 1564 • Ambrosius Blarer, esforçado Reformador alemão



6 de dezembro de 1564 Ambrosius Blarer,
 esforçado Reformador alemão
Ambrosius Blarer, esforçado Reformador alemão, às vezes denominado Ambrosius Blaurer, nasce em Constanza em 12 de abril de 1492. Estuda em Tubinga, onde conhece Melanchthon e por volta de 1510 entra no convento em Alspirbach e depois continua os seus estudos em Tubinga até 1513. Pelo estudo da Bíblia e pelas obras de Lutero, a cuja leitura é guiado pelo seu irmão Thomas, enquanto estuda em Wittenberg tornando-se íntimo de Lutero e Melanchthon, abraça os princípios da Reforma, que tenta introduzir no convento de Alspirbach. Ao opor-se-lhe o abade, abandona o convento de Alspirbach e em 5 de julho de 1522 vai para Constanza e aí a instâncias do conselho da cidade começa a pregar a reforma em 1525. Aí acaba por se tornar o líder da Reforma. Mas depois de 1528, Blaurer trabalha pela Reforma fora da sua cidade natal. Está presente a 6 janeiro de 1528 no Colóquio de Berna. E depois está em Memmingen de novembro de 1528 a fevereiro de 1529 e aí preside à convenção dos amigos da Reforma da alta Alemanha, que aí se reune em Memmingen de 27 de fevereiro a 1 de março de 1531. Depois vai para Ulm com Ecolampadio e Bucer de maio a julho de 1531, e depois vai para Geislingen de setembro de 1531 a julho de 1532 e por fim, vai para Esslingen. Em todos estes lugares onde prega o santo Evangelho demonstra grande capacidade de organização dos crentes. Em julho de 1532 a sua cidade natal volta a chamá-lo e em 1533 casa-se aí com uma antiga monja.

Depois disto e em reconhecimento das suas capacidades de pregador e de organizador é chamado pelo duque Ulrich, juntamente com o luterano Erhard Schnepf, para promover a causa da Reforma no ducado de Württemberg. Os dois Reformadores chegam a um acordo em 2 de agosto de 1534 sobre a doutrina da Santa Ceia, abrindo o caminho para a vindoura união da Igreja evangélica alemã. Já no ducado de Württemberg, a Blaurer é-lhe atribuído a pregação no territórioo sul do ducado de Württemberg com residência na Tubinga. Aí encontra algumas dificuldades no trabalho da implantação da Reforma, que resumidamente são três. A primeira é o acordo de 1535 com Schwenckfeld. Em segundo lugar Brenz havia atacado a Reforma na universidade da Tubinga E a teceira é a questão das imagens, que Blaurer resolve tirar de todas as igrejas do ducado, mas o "ídolo-dieta" em Urach deixa-o à decisão do duque.

Depois em Esmalcalda, Blaurer recusa assinar os artigos do Lutero, mas aprova os de Melanchthon. As intrigas da corte levam à separação de Blaurer em junho de 1538. Apenas no ano de 1556 é que o duque Christopher lhe paga os seus quatro anos de serviço. Depois abandona aquele trabalho e a cidade Tubinga e vai para Augsburgo onde permanece desde em 27 de junho até 6 de dezembro de 1539, onde prega seriamente contra o luxo dos ricos, solicita benevolência para os pobres e luta pela causa da moralidade. Parte de novo para Kempten e aí trabalha de dezembro de 1539 até finais de janeiro de 1540 em favor da paz da Igreja e depois envolve-se na pregação do Evangelho também em Isny durante os anos de 1544 e 1555.

Depois das conversações do Interim, havidas entre os protestantes alemães e a Cúria da Igreja Católica, a cidade de Constanza perde a sua independência. Os espanhóis tomam a cidade em 6 de agosto de 1548 e tornam-na em localidade austríaca, esmagando rapidamente a Reforma. Perante isto, Blaurer sai dali em 28 de agosto e prega em Biel de 1551 a 1559, e em Leutmerken e finalmente em Winterthur, onde morre no dia de hoje, 6 de dezembro de 1564.

Havia declinado convites para pregar o Evangelho em Berna, Augsburgo, Memmingen e no Alto Palatinado e influencia muito e grandes círculos de pessoas e crentes pela sua basta correspondência. Os seus vinte e dois hinos dão evidência do seu poder poético e do ardor do seu grande amor por Jesus, seu bendito Senhor e Salvador.


****

Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: