… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

6 de dezembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
6 de dezembro

“Quando Efraim falava, tremia-se; foi exaltado em Israel; mas ele se fez culpado em Baal, e morreu.” (Os 13:1, ARC, Pt)

Há uma tremenda energia e autoridade nas palavras do justo. Quando fala, tem impacto nas vidas dos demais. As suas palavras têm peso. Os homens vêem-no como alguém que merece respeito e obediência.

Mas se este mesmo homem cai em pecado, perde toda essa influência positiva sobre os demais. O tom autoritário com que falava dissipa-se. As pessoas já não vão a ele em busca de conselho. Se tenta dá-lo, olham-no com desilusão e dizem-lhe: “Médico, cura-te a ti mesmo” ou “Primeiro tira a viga do teu próprio olho e então verás claro para tirar a palha do meu.” Os seus lábios estão selados.

Isto enfatiza a importância de manter um testemunho consistente até ao fim. É importante começar bem, mas não basta com isso. Se baixarmos a guarda no lance final, a glória do princípio obscurecer-se-á nas sombras da desonra.

“Quando Efraim falava, tremia-se.” Williams comenta: “Quando Efraim caminhava com Deus, como nos dias de Josué, falava com autoridade e o povo temia. Foi assim como assegurou a sua posição de dignidade e poder. Mas voltou-se para a idolatria e morreu espiritualmente... O cristão tem poder moral e dignidade sempre e enquanto o seu coração seja governado por completo por Cristo e esteja livre de idolatria.”

Gedeão é outro caso em questão. O Senhor estava com este homem valente e poderoso. Com um exército de 300 homens derrotou 135000 fortes madianitas. Quando os homens de Israel o quiseram fazer rei, sabiamente não o aceitou porque sabia que Jeová era o Rei legítimo.

Mas tendo ganho importantes vitórias e tendo resistido a grandes tentações, caiu no que poderíamos considerar como um assunto de pouca importância. Pediu aos seus soldados que lhe dessem os pendentes de ouro que tinham tomado como saque dos ismaelitas. Com estes fez um éfod [1], o qual se tornou num ídolo para o povo do Israel e num laço para ele e para a sua família.

Certamente sabemos que quando falhamos podemos ir a Deus confessando o pecado e encontrar perdão. Sabemos que pode restaurar os anos que o gafanhoto comeu, quer dizer, pode capacitamos para compensar o tempo perdido. Mas ninguém pode negar que é melhor evitar uma queda do que recuperarmo-nos dela; é melhor não manchar o nosso testemunho, do que tentar de novo recuperá-lo. O pai de André Bonar costumava dizer-lhe: “André, ora para que ambos possamos resistir até ao fim!” Assim oremos para que possamos terminar a nossa carreira cristã com gozo!





[1] Éfode encontra-se registado no Dicionário da Sociedade da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado, no II vol., aceitando tb., a forma efó. (achega do meu Irmão Manuel, a quem muito agradeço.)

Éfode era uma antiga vestimenta feita de linho fino, carmesim, estofo azul, ouro e púrpura que continha os nomes das doze tribos de Israel e era utilizada pelo sumo sacerdote ao apresentar-se a Deus no Lugar Santo do templo. (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89fode)


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Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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