… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

6 de dezembro

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
6 de dezembro

“Qual o celestial, tais também os celestiais.” (1Co 15:48, ARC, Pt)

A cabeça e os membros são de uma mesma natureza, e não como aquela monstruosa cabeça que Nabucodonosor viu no seu sonho. A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços de prata; o seu ventre e as suas coxas de cobre; as pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro. Mas o corpo místico de Cristo não é uma absurda combinação de elementos opostos. Os membros eram mortais, e por isso, Jesus morreu; a glorificada cabeça é imortal, e, portanto, o corpo é também imortal, pois assim está escrito: “Porque Eu vivo, vós também vivereis.” Como é a nossa amorosa Cabeça, assim é o corpo e cada um de seus membros. Há, pois, uma Cabeça escolhida com membros escolhidos; uma cabeça aceite com membros aceites; uma Cabeça vivente com membros viventes. Se a cabeça for de ouro puro, todas as partes do corpo são também de ouro puro. Temos assim uma dupla união de natureza como a base para uma comunhão mais íntima. Faça uma pausa aqui, piedoso leitor, e olhe, se poder contemplar, sem uma extática admiração, a infinita condescendência do Filho de Deus, ao exaltar assim a tua miséria à bendita união com a Sua Glória. Tu és tão desprezível que, ao recordares a tua mortalidade, bem podes dizer à corrupção: “Tu és meu pai”, e aos vermes: “Vós sois minha irmã.” Mas, em Cristo és tão elevado nEle que podes chamar ao Todo-Poderoso: “Abba, Pai”; e ao Deus encarnado: “Tu és meu irmão e meu esposo.” De facto, se o parentesco com as famílias nobres e antigas faz com que os homens se sintam enaltecidos, nós, que temos a Deus por Pai, temos do que nos glorificar sobre as cabeças de todos eles. Que os crentes mais pobres e desprezados retenham este privilégio; que a insensata indolência não os impeça de descobrir a sua linhagem distinta, e que não permita que o néscio apego às presentes vaidades, ocupe os seus pensamentos e exclua das suas mentes esta gloriosa e celestial honra da união com Cristo.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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