… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

7 de dezembro


C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas
7 de dezembro
 “Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns.” (1Co 9:22, ARC, Pt)

O grande objetivo de Paulo era não só instruir e corrigir, mas salvar. Qualquer outro fim que não fosse este, o teria desiludido; ele queria que os homens experimentassem a renovação dos seus corações, fossem perdoados, santificados, para dizer a verdade, fossem salvos. Hão tido os nossos trabalhos Cristãos um objetivo inferior a este? Então, retifiquemos os nossos métodos, porque, o que valerá, no último grande dia, o ter ensinado e moralizado os homens, se estes comparecerem em juízo diante de Deus sem serem salvos? Vermelhas como o sangue estarão as nossas faldas se durante a vida procuramos um objetivo inferior e esquecemos que os homens precisam de ser salvos. Paulo sabia que a condição do homem natural era degradante e não procurou educá-lo mas salvá-lo. Ele viu homens afundando-se no Inferno e não tratou de poli-los, mas sim de salvá-los da ira por vir. Para alcançar a salvação dos homens ele deu-se a si mesmo com incansável zelo pregando o Evangelho em todo o lugar, exortando e rogando aos homens que se reconciliassem com Deus. As suas orações eram insistentes e os seus trabalhos incessantes. Salvar almas era a sua ardente paixão, a sua ambição e a sua vocação. Paulo tornou-se um servo para todos os homens, moirejando pelos da sua nação e sentindo uma aflição dentro de si se não se pregava o Evangelho. Ele pôs de parte as suas preferências para evitar prejuízos; ele submeteu a sua vontade em coisas secundárias, e, contanto que os homens recebessem o Evangelho, ele não levantava questões sobre formas e cerimónias. O Evangelho era a sua única e muito importante ocupação. Se ele podia ser o instrumento da salvação de algum, estava contente.



Esta era a coroa pela qual ele se esforçava ao máximo, a exclusiva e suficiente recompensa de todos os seus trabalhos e abnegações. Querido leitor, havemos tu e eu vivido para ganhar almas desta forma nobre? Estamos nós dominados pelo mesmo desejo absorvente? Se não estivermos, por que não estamos? Jesus morreu pelos pecadores, não podemos nós viver para eles? Onde está a nossa compaixão? Onde está o nosso amor a Cristo, se nós não procurarmos a Sua glória na salvação dos homens? Oh, que o Senhor nos sature completamente de um zelo imperecível pelas almas dos homens!

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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