… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

8 de dezembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
8 de dezembro

 “Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal.” (Ec 8:11, ARC, Pt)

Enquanto escrevo isto, há uma grande onda de indignação pública pela elevada taxa de crimes no nosso país [1]. A população exige o cumprimento da lei e da ordem. Parece que as nossas leis e tribunais favorecem o criminoso, enquanto que as vítimas do crime recebem escassa ou nenhuma reparação. São intermináveis os casos que passam pelos tribunais e com muita frequência advogados perversos ganham os seus casos por meio de escapatórias absurdas no contexto da lei.

Contribuindo para a desordem geral estão as declarações eruditas dos sociólogos liberais, psiquiatras e outros supostos “peritos”. Insistem em que a pena capital é irracional e desumana. Declaram que o temor ao castigo não serve para dissuadir os criminosos e sugerem que a solução está em reabilitá-los e não em castigá-los.

Mas estão equivocados. Quanto mais confiado um homem está de que não será castigado, mais facilmente recorrerá ao crime. Ou vê que a sentença é leve e sentir-se-á animado uma vez mais a correr o risco de ser apanhado. Ou se pensa que o julgamento vai prolongar-se indefinidamente, encorajar-se-á a fazê-lo novamente. E apesar do que digam, a sentença de morte[2], actua como uma força de dissuasão.

Ao analisar o crescente índice de criminalidade, uma conhecida revista de notícias dizia que “uma das razões é a carência de um forte dissuasivo do divulgado sistema judicial americano. Todas as autoridades estão de acordo em que para que a ameaça do castigo seja crível, ele deva ser seguro e rápido. Infelizmente, o sobrecarregado sistema judicial dos Estados Unidos não é seguro nem rápido”.

“Um perito em criminologia declarou recentemente que por cada homem virtuoso por amor à virtude, 10 000 são bons porque temem o castigo. Isaac Ehrlich, da Universidade de Chicago deu estatísticas que mostravam que a notícia a respeito da execução de um assassino impede que se cometam 17 assassinatos”. A reforma e a reabilitação não são a resposta, têm falhado consistentemente procurando mudar os homens. Sabemos que somente o Novo Nascimento por meio do Espírito de Deus pode transformar em santo um pecador. Mas, infelizmente são poucas as autoridades, relativamente falando, que aceitariam isto para eles mesmos ou para os seus prisioneiros.

Sendo este o caso, o melhor que podem fazer é tomar muito seriamente o versículo de hoje “Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal.” Não será senão até que o castigo se imponha com rapidez e imparcialidade que veremos um descida nas estatísticas do crime. A solução está aí, na Bíblia, se os homens somente a aceitassem.



[1] O escritor, William MacDonald, refere-se ao seu país, os Estados Unidos da América.


[2] Este autor americano tem esta opinião formada acerca da pena de morte. É o que está instituído nos Estados Unidos! E em tantos países, infelizmente... Este autor, que tem subido aos píncaros da mais elevada espiritualidade noutras Leituras Devocionais, nesta tomada de posição, desce à lama do humano, sem centelha do divino. Ainda que esta posição coincida com as de algumas forças político-sociais de braço vigorosamente musculado de direita e de esquerda do nosso tempo pela orbe, e que são um resquício doido do velho homem Adão que por aí sobe às tribunas públicas semeando-as em profusão, ainda assim, o autor do ‘blogue’ publica-a textualmente como vem no livro ”De dia en dia”, de onde são extraídas as meditações. Ao publicá-la, não significa a minha anuência a este serôdio inumano ponto de vista radical, pelo contrário. A abolição da pena de morte está consagrada em Portugal há 146 anos pela ‘Lei de 1 de julho de 1867’. Um óptimo exemplo de Portugal ao Mundo!

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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