… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

9 de dezembro

C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas
9 de dezembro

“O Meu povo habitará em lugares quietos de descanso.” (Is 32:18, ARC, Pt)

A paz e o descanso não pertencem aos não regenerados, eles são a possessão peculiar do povo do Senhor. O Deus de Paz dá paz perfeita àqueles cujos corações descansam nEle. Quando o homem ainda não havia caído, o seu Deus deu-lhe a florida casa dentro de jardim do Éden como os seus lugares quietos de descanso; mas, ai! Quão prontamente o pecado arruinou a formosa casa da inocência. Nos dias do julgamento universal, quando o dilúvio destruiu, sem demora, uma geração culpada, a família escolhida foi tranquilamente protegida no lugar de descanso da arca, a qual flutuando, a salvava do antigo mundo condenado, para que ela habitasse a terra do arco-íris e do pacto, aqui sendo o tipo de Jesus, a arca da nossa salvação. Israel descansou, a salvo, debaixo das habitações do Egito, aspergidas com sangue, quando o anjo destruidor feriu os primogénitos; e no deserto, a sombra da coluna de nuvem e a água que fluiu da rocha, deram aos peregrinos cansados um repouso aprazível. Neste momento, nós descansamos nas promessas do nosso Deus fiel, sabendo que as Suas palavras estão cheias de verdade e de poder; nós descansamos nas doutrinas da Sua palavra, que são elas mesmas a consolação; descansamos no pacto da Sua graça, que é um céu de deleite. Nós somos muito mais favorecidos do que David em Adulam ou do que Jonas debaixo da sua aboboreira, porquanto ninguém pode invadir ou destruir nosso refúgio. A pessoa de Jesus é o lugar quieto de descanso do Seu povo, e quando nós nos aproximamos dEle, no partir do pão, no ouvir da palavra, no esquadrinhar as Escrituras, no oração ou no louvor, nós achamos nisso um meio de nos unirmos a Ele, que traz de novo a paz aos nossos espíritos.

Eu ouço as palavras de amor, fico olhando fixamente para o sangue,
Eu vejo o poderoso sacrifício e eu tenho paz com Deus.
Esta paz perpétua, certa como o nome de Jeová,
Este estábulo como o Seu trono firme, para sempre o mesmo:
As nuvens podem ir e vir e tempestades podem varrer o meu céu,
Esta amizade selada com sangue não muda, a cruz está sempre perto.”


Tradução de Carlos António da Rocha



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