… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

14 de dezembro



C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas

14 de dezembro
“Já estou crucificado com Cristo.” (Gl 2:20, ARC, Pt)

O Senhor Jesus Cristo atuou em toda a Sua obra como um grande representante público, e a Sua morte na cruz foi a morte virtual de todo o Seu povo. Nessa morte, todos os Seus santos deram à justiça o que lhe era devido e fizeram uma expiação para a divina vingança de todos os seus pecados. O apóstolo dos Gentios sentia prazer em pensar que ele mesmo, como alguém do povo eleito de Cristo, tinha morrido na cruz de Cristo. Mais do que crer nisto doutrinalmente, ele aceitou-o com fé, pondo nisso a sua esperança. Ele cria que, pela virtude da morte de Cristo, tinha satisfeito a justiça divina e achado a reconciliação com Deus. Amado, que bênção é quando a alma pode, por assim dizer, estender-se sobre a cruz de Cristo e dizer: “Estou morta; a lei matou-me, e, portanto eu estou livre do seu poder, porque no meu Fiador, eu carreguei com a maldição, e, na pessoa do meu Substituto, tudo o que a lei podia fazer, por via da condenação, foi executado em mim, pois eu estou crucificado com Cristo.”

Mas Paulo quis dizer muito mais do que isto. Ele não só creu na morte de Cristo e confiou nela, mas ele na realidade sentiu o seu poderem si mesmo, quando ela levou a cabo a crucificação da sua velha natureza corrupta. Quando Paulo via os prazeres do pecado, dizia: “Não posso gozar estas coisas, pois eu estou morto para elas.” Tal é a experiência de cada Cristão verdadeiro. Havendo recebido Cristo, ele é para este mundo como alguém que está inteiramente morto. Entretanto, enquanto está consciente da sua morte para com o mundo, o cristão pode, ao mesmo tempo, exclamar com o apóstolo “e vivo.” Ele está completamente vivo para Deus. A vida do cristão é um enigma incomparável. Nenhuma pessoa mundana pode entendê-la; até o próprio crente não pode compreendê-la. Morto, e no entanto vivo! Crucificado com Cristo e, não obstante, ao mesmo tempo, ressuscitado com Cristo em novidade de vida! União com o Salvador padecente e ensanguentado, e morto para o mundo e para o pecado, são coisas que alegram a alma. Oh, que possamos sentir mais gozo nestas coisas!

Tradução de Carlos António da Rocha

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