… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 25 de dezembro de 2016

25 de dezembro



William MacDonald
Um dia de cada vez
25 de dezembro

“E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus Se manifestou em carne.” (1Tm 3:16, ARC, Pt)

O mistério é grande, não porque seja enigmático mas sim porque é assombroso. O mistério é a verdade extraordinária de que Deus foi manifestado em carne.



Significa, por exemplo, que o Eterno nasceu num mundo onde há tempo, e viveu numa esfera de calendários e relógios.



Aquele que é Omnipresente e capaz de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, confinou-Se a Si mesmo a um só lugar: Belém, Nazaré, Cafarnaum ou Jerusalém.



É maravilhoso pensar que o Deus Grande, que enche o Céu e a Terra Se comprimisse num corpo humano. Quando os homens O olhavam podiam dizer com precisão: “NEle habita corporalmente toda a plenitude da deidade”.



O mistério recorda-nos que o Criador visitou este insignificante planeta chamado Terra. Sendo tão somente uma partícula de pó cósmico, em comparação com o resto do Universo, não obstante, passou por cima do resto para chegar aqui. Do palácio do Céu a um estábulo, a um pesebre [1]!



O Omnipotente veio a ser um indefeso bebé. Não é exagerado dizer que Aquele a quem Maria sustentava nos seus braços também sustentava a Maria, porque Ele é o Sustentador assim como também o Criador.



O Omnisciente é a fonte de toda sabedoria e conhecimento e apesar disto, lemos a respeito dEle que, sendo Menino, crescia em sabedoria e conhecimento. É quase incrível pensar que o Dono de tudo chegava como alguém inoportuno às Suas próprias posses. Não houve lugar para Ele na hospedaria. O mundo não O conheceu, os Seus não O receberam.



O Amo chegou ao mundo como um Servo. O Senhor da glória ocultou a Sua glória num corpo de carne. O Senhor da vida veio ao mundo para morrer. O Santo internou-Se numa selva de pecado. Aquele que é infinitamente alto chegou a ser intimamente próximo. O Objecto da delícia do Pai e da adoração angélica encontrou-Se faminto, sedento e cansado, junto ao poço do Jacob, dormiu numa barco na Galileia e vagueou “como um estrangeiro sem lar no mundo que as Suas mãos tinham criado.” Veio do luxo à pobreza, sem ter sequer um lugar onde reclinar a Sua cabeça. Trabalhou como carpinteiro. Jamais dormiu num colchão. Nunca teve água corrente quente ou fria ou outras comodidades que nós damos por óbvias.



E tudo isto foi por ti e por mim!

Oh vem, adoremo-Lo!


[1] pesebre s. m. lugar que cada cavalgadura tem na manjedoura. (Do lat. praesôpe-, «estábulo; manjedoura», com met.)


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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