… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 4 de dezembro de 2016

4 de dezembro de 1964 • Dr. Paul Carlson faz a capa do Time Magazine



4 de dezembro de 1964 O Dr. Paul Carlson
  faz a capa do Time Magazine
 
Paul Carlson (na imagem) nasceu em 31 de março de 1928 e desde que era pequenino desejava ser médico. Seguiu o seu sonho e depois de concluir o curso na Faculdade de Medicina da Universidade do Stanford, dedicou-se à prática da medicina privada.



Ao inteirar-se da necessidade de missionários durante curtos períodos de tempo, ele e a sua esposa partiram para o Congo Belga em 1961 a fim de ajudar como médicos nos trabalhos de socorro. Esta experiência levou-o a comprometer-se em 1963 com as missões médicas. Foi atribuído pela Igreja Evangélica do Pacto, a um hospital na povoação de Wasolo, na província de Ubangj, do Congo Belga.



Em 1964 soldados rebeldes comunistas que se chamavam a si mesmos Simbas infiltraram-se nesta área do Congo, tomando o controlo de Stanleyville, que agora se conhece como Kisangani, a segunda maior cidade do país.



Na conferência da igreja em 1964 no Congo, o doutor Carlson conduziu um serviço de Santa Ceia no qual disse: “Não sabemos o que ocorrerá em 1964 e em 1965 até que nos voltemos a reunir novamente. Não sabemos se teremos de sofrer e morrer durante este ano porque somos Cristãos. Mas isso não importa. O nosso trabalho é seguir a Jesus... Meu amigo, se hoje você não está disposto a sofrer por Jesus, não participe dos elementos... Segui-Lo significa estar disposto a sofrer por Ele”.



Quando se inteiraram que os rebeldes estavam chegando a Wasolo, Paul levou a Lois e aos seus dois filhos para um lugar seguro na vizinha República da África Central e regressou a Wasolo sozinho, mantendo-se em contacto com a sua família por rádio. Em 9 de setembro informou sobre uma perturbação na povoação e disse: “Devo sair de cá esta tarde”.



O relatório seguinte que Lois escutou foi que Paul e três amigos tinham sido capturados e que tinham incendiado o hospital. Logo, numa breve carta datada de 24 de setembro, Paul escreveu: “Não sei aonde irei a partir deste momento, só que estarei com Ele. Se pela graça de Deus chegor a viver, o que duvido, será para Sua glória”.



A última mensagem que enviou foi num pedaço de papel datado de 21 de outubro de 1964, no qual escreveu: “Sei que estou preparado para me encontrar com o meu Senhor, mas ao pensar em vocês isto torna-se muito mais difícil. Confio em que poderei ser uma testemunha para Cristo...”



Cinco dias depois a rádio Simba anunciou que um mercenário chamado “Major Carlson” tinha sido capturado e que seria levado a Stanleyville para lá ser julgado. “Major Carlson” era mantido como prisioneiro num hotel e tornou-se no rebelde cativo mais popular. Diariamente faziam-no marchar num simulacro de execução que era só uma brincadeira, e depois era ferido com golpes.



No dia vinte de novembro foi transladado para um hotel diferente, com outros norte-americanos cativos. Enquanto conversavam, Paul disse-lhes: “Não posso pensar no futuro. Só vivo um dia de cada vez e a confiar no Senhor”.



Depois de quatro dias juntos, a 24 de novembro de 1964, o rugido dos aviões despertou os prisioneiros. “Fora! Fora!” Gritou um Simba enquanto corria pelos corredores.



Uma vez no exterior, eles olharam para cima para ver os pára-quedistas descendendo do céu. Carlson estava entre os duzentos e cinquenta reféns brancos que foram conduzidos para a praça da cidade a quem foi ordenado que se sentassem. O som das metralhadoras escutava-se por toda parte. De súbito, os Simbas começaram a disparar à toa sobre a multidão de reféns e Carlson e os outros prisioneiros correram até uma casa próxima, onde tiveram de se encarrapitar por cima de uma parede de cimento para chegarem a um alpendre, onde ficariam abrigados das balas. Mas Carlson voltou atrás para ajudar um outro missionário a fim de que ele pudesse trepar primeiro pela parede. O missionário saltou para cima enquanto ele o ajudava. Soaram cinco disparos e o doutor Paul Carlson caiu morto. Mais tarde esse missionário disse: “Ao deixar que subisse primeiro, Paul morreu para que eu pudesse viver”.



O Dr. Paul Carlson faz a capa da revista Time deste dia, 4 de dezembro de 1964. Ele tinha-se tornado um símbolo dos eventos no Congo, quando ele foi capturado pelos rebeldes Simba, que o executaram.



O epitáfio da sua sepultura diz: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13, ARC, Pt)



Se você estivesse no serviço de comunhão, de Santa Ceia, dirigido por Paul Carlson, quando ele pediu que só participassem do pão e do vinho aqueles que estavam dispostos a sofrer por Cristo, teria participado? Isto não é algo que deva ser considerado levianamente. Quando consideramos os sofrimentos do Senhor Jesus Cristo, vemos o Padrão estabelecido para todos aqueles que O seguem.

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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