… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 16 de março de 2017

16 de março de 597 a. C. • Não levando Deus a sério



16 de março de 597 a. C. Não levando Deus a sério
As principais cidades de Síria no II milénio a.C.

Carquemis situada na parte superior.

Foi em Carquemis que se travou uma decisiva batalha no mundo da antiguidade. Em 605 a.C., Nabucodonosor, ainda como príncipe herdeiro, derrota o Faraó Neco II na Batalha de Carquemis. (Jeremias 46:2, 6, 10; II Reis 24:7) Isso marcou o fim da presença egípcia na região do corredor siro-palestino (entre 609 a. C. a 605 a. C.) e do que restava do Império Assírio. O local da antiga Carquemis, chamado atualmente Jerablus, situa-se na fronteira entre a Turquia e Síria, aproximadamente a 100 km o N. E. de Alepo. Pela sua localização geo-estratégica, foi uma importante cidade comercial e base militar na parte superior dos vaus do Rio Eufrates.



No ano 612 antes de Cristo, os babilónios tinham destruído Nínive, a capital do império assírio. Três anos mais tarde o exército do Egito partiu para o norte contra os babilónios, num esforço para ajudar os debilitados assírios. O rei Josias de Judá, preferindo a presença babilónica à do Egito e da Síria, procurou fazer frente aos egípcios em Meguido, mas foi assassinado. Então o povo da terra tomou a Joacaz, seu filho, e o ungiram e o fizeram rei. De vinte e três anos era Joacaz quando começou a reinar, e reinou três meses em Jerusalém, ao cabo dos quais Faraó Neca o prendeu e nomeou rei a Eliaquim, outro dos filhos de Josias e lhe mudou o nome para Joaquim e fez Judá vassalo do Egito (II Reis 23:29-35). O exército egípcio continuou em direção ao norte para Carquemis, e quando lá chegou fortificou-a com as suas tropas e com o remanescente das forças sírias.



O ano 605 antes de Cristo, foi um ano decisivo na história do antigo Médio Oriente. Nabucodonosor II coroado príncipe, foi investido como comandante em chefe dos exércitos da Babilónia. Na primavera de 605 partiu para Carquemis e derrotou os egípcios e os sírios numa batalha que terminou num terrível e desumano combate corpo a corpo. Como resultado, a Babilónia tomou o controlo da Síria e de Israel.



Depois da sua vitória em Carquemis, Nabucodonosor levou os seus exércitos para Judá e sitiou Jerusalém. Joaquim deixou a sua aliança com o Egito e fez-se vassalo de Babilónia. Depois disso, Nabucodonosor levou um grande número de líderes judeus para a Babilónia, incluindo a Daniel.



Joaquim, um rei perverso perante os olhos de Deus, só permaneceu fiel a Babilónia durante três anos, por isso Nabucodonosor, que era o governante, uma vez mais enviou o seu exército para o forçar e o obrigar a se submeter a ele. Joaquim, então, permaneceu como servo de Babilónia até à sua morte no ano 597 antes de Cristo.



A Joaquim sucedeu seu filho Joaquin: “Tinha Joaquin dezoito anos de idade quando começou a reinar, e reinou três meses em Jerusalém ... E fez o que parecia mal aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizera seu pai.” (II Reis 24:8-9).



Tão desprezível foi este rei, que Deus lhe disse por meio do profeta Jeremias que estava vivendo em Jerusalém: “Vivo eu, diz o Senhor, que ainda que Jeconias, filho de Joaquim, rei de Judá, fosse o selo do anel da minha mão direita, eu dali te arrancaria. E te entregarei na mão dos que buscam a tua vida, e na mão daqueles diante de quem tu temes, a saber, na mão de Nabucodonosor, rei de Babilónia, e na mão dos caldeus. E lançar-te-ei, a ti e à tua mãe que te deu à luz, para uma terra estranha, em que não nascestes, e ali morrereis.” (Jeremias 22:24-26).



Esta profecia teve cumprimento três meses depois no reinado de Joaquin, neste dia, 16 de março do ano 597 antes de Cristo, quando Nabucodonosor, depois de assediar a cidade, aceitou a rendição de Joaquin, de sua mãe, dos conselheiros, dos nobres e dos oficiais.



Nabucodonosor tomou dez mil pessoas do povo e levou-as cativas para Babilónia, incluindo o rei. Além disso, levou consigo, todos os tesouros do templo e do palácio real.



Onze anos depois, voltou lá pela última vez, destruindo a cidade e o templo e levando cativos para Babilónia todos os que escaparam, exceto aos mais pobres, a quem deixou para que lavrassem a terra. “E no quinto mês, no sétimo dia do mês (este era o ano décimo nono de Nabucodonosor, rei de Babilónia), veio Nebuzaradan, capitão da guarda, servo do rei de Babilónia, a Jerusalém, e queimou a casa do Senhor e a casa do rei, como, também, todas as casas de Jerusalém: todas as casas dos grandes queimou. E todo o exército dos caldeus, que estava com o capitão da guarda, derribou os muros em redor de Jerusalém. E o mais do povo que deixaram ficar na cidade, e os rebeldes que se renderam ao rei de Babilónia, e o mais da multidão, Nebuzaradan, o capitão da guarda, levou presos. Porém, dos mais pobres da terra deixou o capitão da guarda ficar alguns, para vinheiros e para lavradores” (II Reis 25:8-12).



Oitocentos anos antes Deus tinha declarado: “Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, para não cuidares em fazer todos os Seus mandamentos e os Seus estatutos, que hoje te ordeno, então sobre ti virão todas estas maldições, e te alcançarão... E o Senhor vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade da terra; e ali servirás a outros deuses, que não conheceste, nem tu nem os teus pais: ao pau e à pedra.” (Deuteronómio 28:15,64).



Judá recusou-se a escutar Deus, e Ele fez-lhe exatamente o que tinha prometido que lhe faria.



Assim como Deus fez a nação de Israel responsável pela sua desobediência, da mesma forma fará com cada um de nós a não ser que Lhe obedeçamos. Que lições, pode aplicar à sua vida, dos últimos dias de Judá?



De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os Seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” (Eclesiastes 12:13 e 14).


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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