… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 20 de março de 2017

20 de março de 1859 • Morre o bebé de John Paton



20 de março de 1859 Morre o bebé de John Paton
John Gibson Paton, missionário presbiteriano, nasceu em Kirkmahoe, a 14 quilómetros ao norte de Dumfries, na Escócia, em 14 de maio de 1824. Pouco depois a sua família mudou-se para Tothorwald onde, numa humilde e pobre cabana de três divisões, seus pais criaram cinco filhos e seis filhas.

Apesar de serem gente pobre e de ter trabalhar conjuntamente com todo o agregado familiar para o sustento da família cooperando no fabrico de meias, ainda assim pode ir estudar, e até estudava latim e grego!

Aos doze anos pareceu a sua paixão pela Bíblia, que lia sempre que podia durante as pausas que faziam para comer. A sua vida foi muito marcada pela fé de seu Pai. A divisão do meio da cabana onde viviam era conhecida como "o santuário", porque aí, três vezes por dia, o pai de John derramava o seu coração em oração ante Deus pelas necessidades da família. E ele via que quando o seu pai vinha de lá de dentro depois de orar tinha um resplendor aprazível no rosto! Paton, recordava muitos anos mais tarde, ainda maravilhado que “nós, os filhos, sabíamos que era o reflexo da Presença Divina que vivia na sua vida.”

Mais tarde foi estudar medicina e teologia em Glasgow, onde foi missionário de 1847 a 1857 nos bairros pobres da capital da Escócia. Este trabalho missionário foi um grande desafio para a sua fé que depois de dez anos de fiel trabalho se transformou numa fonte de bênção para ele. Paton viu muitos descrentes serem ganhos para Cristo, incluindo oito jovens que mais tarde seriam ministros do Evangelho.

Quando John tinha trinta anos, a Igreja Reformada de Escócia solicitou um missionário para trabalhar nas ilhas Novas Hébridas (Vanuatu na atualidade), no Pacífico. John respondeu à chamada missionária e logo ele e a sua esposa partiam para o Pacífico Sul, apesar das notícias de que outros missionários haviam sido assassinados e comidos pelos canibais.

No primeiro de dezembro de 1857 obteve a sua licença e foi ordenado como missionário para as Novas Hébridas em 23 de março de 1858, embarcando de Glasgow com a sua esposa Mary Ann Robson em 16 de abril do mesmo ano.

Os Paton estabeleceram-se na ilha de Tanna e aí começaram o seu ministério em 3 de novembro de 1858. Como os nativos não tinham língua escrita, John se comunicava com eles por sinais. Pouco a pouco aprendeu algumas palavras e tempo depois chegou a dominá-la, pondo-a por escrito. Enquanto isso, aí em 12 de fevereiro de 1859 morreu-lhe a sua esposa ao dar a luz, morrendo o bebé, pouco mais de um mês depois, neste dia, 20 de março de 1859, de uma febre tropical. Dir-se-ia que os dias missionários de John Gibson Paton tinham acabado! Estas duras provam deram-lhe forças para continuar com o testemunho de Cristo. Os nativos na ilha de Tanna constantemente lhe roubavam os seus pertences e q sua vida estava em constante perigo, mas Paton ficou lá entre ente eles e pregou-lhes o Evangelho.

Os nativos demonstraram ser intratáveis, sendo Paton finalmente expulso da ilha de Tanna pelos seus violentos ataques em 4 de fevereiro de 1862. Então começou suas viagens a favor da missão das Novas Hébridas, que o tornariam conhecido em todo mundo anglófono. Primeiro dirigiu-se às  igrejas presbiterianas da Austrália e da Nova Zelândia.

Em 1864 visitou a Escócia, sendo eleito moderador do sínodo geral da Igreja Presbiteriana Reformada, conseguindo sete candidatos missionários para as Novas Hébridas e voltando para lá com a sua segunda esposa, Margaret Whitecross.

Desembarcou em Sidney em 17 de janeiro de 1865, fazendo outro periélio pelas igrejas na da Austrália e visitando as Novas Hébridas.

Em novembro de 1866 estava estabelecido com a família em Aniwa, uma das ilhas daquele arquipélago da Melanésia e aí construiu uma casa, uma sede missionária, dois orfanatos, uma igreja e uma escola. Em 24 de outubro de 1869 realizou a primeira santa ceia, chegando com o tempo a ver todos os nativos convertidos ao cristianismo. Depois de vários anos de paciente ministério, a ilha inteira professava a fé cristã.

Em março de 1873 visitou as colónias australianas para levantar recursos, voltando para a missão de Aniwa no ano seguinte.

Mas em 1883 expôs ante a assembleia geral da igreja presbiteriana de Vitória a necessidade missionária das Novas Hébridas, sendo enviado à Grã-Bretanha em 1884 para levantar recursos. No início do ano seguinte voltou com os recursos obtidos à missão de Aniwa. Depois retomou as suas viagens missionárias por toda a Australásia (isto é, a região que inclui a Austrália, a Nova Zelândia, a Nova Guiné e algumas ilhas menores da parte oriental da Indonésia) entre 1886 e 1892, indo logo aos Estados Unidos e Canadá e à volta do mundo até voltar para Vitória em 1894.

Em 1897 estava em Melbourne, imprimindo o Novo Testamento na língua de Aniwa. Nesse tempo já havia missionários em 25 das 30 ilhas das Novas Hébridas.

Em 1899 foi à missão de Aniwa.

Em 1900 assistiu à conferência missionária ecuménica em Nova Iorque, sendo aclamado como um grande herói missionário.

Em 1901 voltou para a Austrália. A sua saúde tinha começado a debilitar-se.

Em 1904 tinha editado a sua tradução do livro dos Atos dos Apóstolos e procedia às provas de revisão de Génesis.

Em 6 de maio de 1905 morre-lhe a sua segunda esposa, Margaret Whitecross.

Finalmente, John Gibson Paton, missionário presbiteriano escocês, partiu para estar com o Senhor em 28 de janeiro de 1907 em Canterbury, Vitória, na Austrália.

Homem de aparência pitoresca, John Paton, um Cristão portador de um testemunho de grande poder.

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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