… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 30 de março de 2017

30 de março de 1980 • Karl Rahner, o teólogo do Vaticaco II



30 de março de 1980 Karl Rahner, o teólogo do Vaticano II
Karl Rahner, 1975, por L. M. Cremer 
Um aluno, ao falar deste eminente teólogo do século XX, disse: «um professor ao qual me podia confessar». Foi não só um grande teólogo como um notável pregador. Esteve diante e falou para vastas audiências universitárias pelo mundo fora, superiores de ordens religiosas, jornalistas, associações de esposas e mães, congressos pastorais, sociedades de filosofia, sociólogos, e dedicou muito do seu tempo em obras de caridade para com os mais fracos e pobres.



Karl Rahner nasceu no dia 5 de março de 1904, em Friburgo em Brisgóvia (Freiburg im Breisgau), no sudoeste da Alemanha, bem perto da fronteira com a França.



Rahner estudou filosofia durante o noviciado nos jesuítas em Pullach, entre 1924 e 1927. Realizou estudos de teologia em Valkenburg, de 1929 a 1933. Foi aluno de Heidegger em Friburgo. Foi ordenado sacerdote em 1932.



Foi professor de teologia dogmática em Innsbruck de 1937 até 1964, quando sucedeu a Romano Guardini na Faculdade de Filosofia da Universidade de Munique.



Para muitos especialistas, a sua teologia marca a entrada da Igreja Católica na modernidade. Entre outros temas, Rahner aborda o pluralismo religioso, a espiritualidade, o pós-modernismo, o ecumenismo, a ética e seus desdobramentos na política e na teologia feminista.



Participou como teólogo no II Concílio Ecuménico do Vaticano (1962-1965). Karl Rahner toma parte na assembleia, primeiro como teólogo pessoal do arcebispo de Viena, cardeal König, em 1961. Mas em 1962 já toma parte como “peritus” e como membro da Comissão Teológica Internacional. Escreveu vários ensaios antes e depois das sessões conciliares, contribuindo teologicamente para as Constituições “Lumen Gentium”, “Dei Verbum”, “Gaudium et Spes”. Não é por acaso que foi apelidado de “teólogo do Concílio”.



Em 1965, foi um dos fundadores da revista Concilium, juntamente com Antonie van den Boogaard, Paul Brand, Yves Congar, O.P., Hans Küng, Johann Baptist Metz e Edward Schillebeeckx, O.P. A revista tornou-se num importante fórum da teologia católica contemporânea.



Escritor prolífico, Rahner escreveu mais de 800 artigos e ensaios. Em 1976 escreve a sua obra de síntese: “Curso fundamental sobre a fé”. As obras publicadas de Rahner remontam aos milhares. Não é possível pormenorizar todas as suas contribuições à teologia.



Morreu neste dia, 30 de março de 1980, em Insbruque, Áustria.



Reconhecidamente é o mais importante teólogo católico europeu do séc. XX. Com ele só ombreia em termos de influência (no Vaticano II, nos que invocam o seu legado, na atualidade e fecundidade do pensamento) Yves Congar. Poucos saberão, contudo, que Rahner reprovou num primeiro doutoramento.



De si Karl Rahner disse: «Não sou particularmente aplicado, vou para a cama cedo e sou um pobre pecador. Tudo o que desejo ser, mesmo no trabalho como teólogo, é um ser humano, um cristão, e tanto quanto puder, um padre da Igreja».

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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