… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 18 de abril de 2017

18 de abril de 1944 • Vinho do Porto e Felicidade



18 de abril de 1944 Vinho do Porto e Felicidade

C. S. Lewis era anglicano, convertido. Um dia, numa conversa com empregados da Electric and Musical Industries Ltd., em Heyes, Middlesex (Inglaterra), neste dia 18 de abril de 1944, perguntam-lhe:



Qual das religiões do mundo confere aos seus seguidores maior felicidade?”



A resposta de Lewis: “Qual das religiões do mundo confere aos seus seguidores maior felicidade? Enquanto dura, a religião da auto-adoração é a melhor. Tenho um velho conhecido já com seus 80 anos de idade, que vive uma vida de inquebrantável egoísmo e auto-adoração e é, mais ou menos, lamento dizer, um dos homens mais felizes que conheço. Do ponto de vista moral, é muito difícil. Eu não estou a abordar o assunto segundo esse ponto de vista. Como vocês talvez saibam, não fui sempre cristão. Não me tornei religioso à procura da felicidade. Eu sempre soube que uma garrafa de vinho do Porto me daria isso. Se vocês quiserem uma religião que vos faça felizes, não recomendo o Cristianismo. Tenho certeza que deve haver algum produto americano no mercado que será de maior utilidade. Mas quanto a isso, não sei como vos ajudar.



Clive Staples Lewis, comumente mais referido como C. S. Lewis (Belfast, 29 de novembro de 1898 — Oxford, 22 de novembro de 1963), foi um professor universitário, escritor, romancista, poeta, crítico literário, ensaísta e apologista cristão britânico. Durante sua carreira acadêmica, foi professor e membro do Magdalen College, tanto da Universidade de Oxford como da Universidade de Cambridge. Ele é mais conhecido por seus trabalhos envolvendo a apologia cristã, incluindo as obras O Problema do Sofrimento (1940), Milagres (1947) e Cristianismo Puro e Simples (1952), e a ficção e a fantasia, sendo as obras As Crónicas de Nárnia (1950-56), Cartas de um diabo ao seu aprendiz (1942) e Trilogia Espacial (1938-45), exemplos de sua produção literária voltadas para esses temas. Muitos dos seus livros deram origem a filmes e peças de teatro. Foi também um respeitado estudioso da literatura medieval e renascentista, tendo produzido alguns dos mais renomados trabalhos académicos envolvendo esses temas no século XX.



Em vida, foi grande amigo do também professor universitário e escritor britânico J. R. R. Tolkien (1892-73). Juntos, os dois serviram como membros do corpo docente da Faculdade de Língua Inglesa da Universidade de Oxford e lideraram o grupo informal de discussão e colaboração literária “The Inklings”. Apesar de ter sido criado ao longo da infância dentro das tradições da Igreja da Irlanda, se tornou um ateu convicto na altura de sua adolescência, seguindo essa linha de convicção pessoal até o início de sua idade adulta, quando, por intermédio de Tolkien, voltou a professar a fé cristã, se tornando um árduo defensor do cristianismo até o fim da sua vida e carreira.



Bento XVI citou-o numas das suas catequeses, logo no início do seu pontificado, e a revista “Communio” publicou um artigo sobre o itinerário da imaginação para Deus (“itinerarium imaginationis ad Deum)” que nos levam à descoberta da filosofia-sabedoria-espiritualidade de C. S. Lewis.

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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