… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 2 de abril de 2017

2 de abril de 30 • A última Ceia



2 de abril de 30 A última Ceia
A Última Ceia (em italiano L'Ultima Cena e também Il Cenacolo) é um afresco de Leonardo da Vinci para a igreja de seu protetor, o Duque Lodovico Sforza. 

Neste dia, 2 de abril do ano 30 ou 32 da nossa era, Jesus enviou a Pedro e a João a preparar a ceia da Páscoa para que a comesse juntamente com os Seus discípulos. “Chegou, porém, o dia dos asmos, em que importava sacrificar a páscoa. E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos. E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos? E Ele lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem, levando um cântaro de água; segui-o, até à casa em que ele entrar. E direis ao pai de família da casa: O Mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os Meus discípulos? Então ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado; aí fazei preparativos. E, indo eles, acharam como lhes havia sido dito; e prepararam a páscoa” (Lucas 22:7-13).


Na última Ceia, o Senhor instituiu o novo pacto, substituindo o antigo, o do monte Sinai. Para a instituição do pacto antigo, Moisés, Aarão, os filhos de Aarão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel foram ao cimo do monte Sinai, aonde viram Deus e comeram e beberam na Sua presença. “E subiram Moisés e Aarão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel, E viram o Deus de Israel, e debaixo dos Seus pés havia como uma obra de pedra de safira, e como o parecer do céu na sua claridade. Porém Ele não estendeu a Sua mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel; mas viram a Deus, e comeram e beberam.” (Êxodo 24:9-11).



Mas... Com que Pessoa da Trindade estiveram e comeram? Foi Deus, o Filho, cujo papel é representar a Deus, o Pai, de maneira visível ante a humanidade. Tal como disse o próprio Jesus: “Deus nunca foi visto por alguém; o Filho unigénito, que está no seio do Pai, Esse O fez conhecer” (João 1:18).



De tal maneira que o pacto antigo foi instituído durante uma refeição entre Deus, o Filho, e os anciãos dw Israel. Enquanto que o novo foi estabelecido no grande cenáculo mobilado numa Ceia entre entre Deus, o Filho, e os Seus discípulos, os anciãos da Igreja, tal como foram chamados posteriormente em I Pedro 5:1; II João 1:1 e III João 1.



Na última Ceia quando Jesus disse: “Porque isto é o Meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados....” (Mt 26:28), as Suas palavras, à exceção do pronome possessivo “Meu”, são idênticas às palavras da tradução grega da Septuaginta que Moisés pronunciara quando institui o pacto antigo, note Êxodo 24:8a que diz: “Então, tomou Moisés aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue do concerto que o Senhor tem feito convosco...” É claro, então, que o Senhor Jesus Cristo estava instituindo um novo pacto que substituía o antigo.



Os pactos da Bíblia eram concertos entre Deus e o Seu povo. Portanto, é mais que significativo que a Escritura diga que Jesus, “Semelhantemente tomou o cálix, depois da ceia, dizendo: Este cálix é o Novo Testamento no Meu sangue, que é derramado por vós.” (Lucas 22:20). Desde o tempo de Homero, os líderes das nações derramavam uma taça de vinho para selar os seus convénios. Este ritual era tão central quando se fazia um pacto, que a palavra grega para “libação” se converteu no termo para pacto. De tal maneira que o Senhor usou esse simbolismo contemporâneo, para Se assegurar de que todos entenderiam que estava instituindo um novo pacto com o Seu povo.



Como o pacto do Antigo Testamento continha mandamentos, esperar-se-ia que o pacto do Novo tivesse também novos mandamentos. Foi assim, porque na última Ceia, Jesus disse: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como Eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.” (João 13:34)



Depois de identificar a Judas Iscariote como aquele que O trairia e a Simão Pedro como aquele que O negaria, foi com os discípulos pelo leito do ribeiro de Cedron para o horto de Getsémani. “Tendo Jesus dito isto, saiu com os Seus discípulos para além do ribeiro de Cedron, onde havia um horto, no qual Ele entrou e Seus discípulos.” (João 18:1).



No horto, o Senhor orava enquanto os Seus discípulos dormiam. Então, Judas Iscariote, que conhecia aquele lugar foi adiante dos soldados romanos guiando-os até ao horto para que O prendessem. Jesus foi levado ante Anás, o ex-sumo sacerdote e sogro de Caifás, o atual sumo sacerdote. Dali, foi levado a Caifás e ao Sinédrio. Depois de uma longa sessão que demorou toda a noite, o Sinédrio decidiu acusá-Lo de traição ante Pôncio Pilatos. E Pilatos declarou que Jesus era inocente, e, não obstante, quando a multidão continuou gritando “Crucifica-O, crucifica-O!, cedeu e sentenciou-O à morte. Então Pilatos julgou que devia fazer o que eles pediam” (Lucas 23:24).



Em menos de vinte e quatro horas o Senhor Jesus comeu a ceia Pascal para morrer como o “Cordeiro de Deus”. O novo pacto que instituiu na última Ceia é a constituição do Seu Reino, a estrutura legal que explica como ele funciona. Ele derramou o Seu sangue quando morreu por nós como o “Cordeiro de Deus” que tira o pecado do mundo. Nós podemos ser parte do seu Reino mediante a fé ao declarar-Lhe a nossa lealdade como Senhor e Salvador.



E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogénito dos mortos e o príncipe dos reis da terra! Àquele que nos ama, e no Seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e Seu Pai; a Ele glória e poder, para todo o sempre! Ámen.” (Apocalipse 1:5 e 6).


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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