… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 20 de abril de 2017

20 de abril de 1494 • Johann Agrícola, colaborador de Lutero e autor da controvérsia antinomiana


20 de abril de 1494Johann Agricola, colaborador de Lutero e autor da controvérsia antinomiana
Xilogravura do século XVI de Johannes Agricola por Seliger.
Johannes Agricola foi um reformador protestante e humanista alemão. Foi seguidor e amigo de Martinho Lutero, com quem se tornou antagonista na questão da imposição da Lei sobre os Cristãos.



As variações comumente usadas do seu nome são: Johann Schneider (ou Schnitter, Sneider, Schneyder), Johannes Eisleben ou Magister Islebius (por causa do nome da sua cidade natal).



Agricola nasceu em Eisleben neste dia 20 de abril de 1494, e devido a isso, às vezes, é chamado de “Magister Islebius”. Estudou em Wittenberg, onde logo ganhou a amizade de Martinho Lutero. Em 1519 acompanhou Lutero à grande assembleia de teólogos alemães em Leipzig, e foi o secretário dessa grande assembleia. Depois de lecionar durante algum tempo em Wittenberg, foi para Frankfurt em 1525, para implantar o modo de culto protestante. Residia lá há apenas um mês, quando foi chamado para ir a Eisleben, onde permaneceu até 1526 como professor na escola de Santo André, e pregador na igreja Nicolai.



Em 1536 Agricola foi chamado a ensinar em Wittenberg, e foi recebido por Martinho Lutero. Porém, logo imediatamente após a sua chegada, uma controvérsia, que havia sido iniciada dez anos antes e que estava temporariamente adormecida, eclodiu mais violentamente do que nunca. Agricola foi o primeiro a ensinar os pontos de vista que Lutero foi o primeiro a estigmatizar pelo nome de Antinomismo, sustentando que, enquanto os não-Cristãos ainda estavam submetidos à “Lei de Moisés”, os Cristãos estavam inteiramente livres dela, devendo apenas obediência ao Evangelho. Após Agricola ter escrito uma crítica a Lutero, pouco tempo depois de Lutero lhe ter dado abrigo, quando este fugia de uma perseguição, Lutero não quis mais saber dele.



Em consequência da controvérsia que teve com Martinho Lutero, Agricola em 1540 deixou secretamente Wittenberg e foi viver para Berlim, onde publicou uma carta dirigida a Frederico III da Saxónia, que foi interpretada como sendo uma retratação das suas ideias do antinomismo. Lutero, no entanto, parece não tê-la aceito, e Agricola permaneceu em Berlim.




Joaquim II Heitor, Eleitor de Brandemburgo, simpatizou-se com Agricola e, nomeou-o pregador da corte e superintendente geral. Agricola manteve os dois cargos até à sua morte, e a sua carreira na Marca de Brandemburgo foi de grandes atividades e influência.



Juntamente com Julius von Pflug, bispo da diocese de Naumburg-Zeitz e Michael Helding, bispo-titular de Sídon, Agricola preparou o Interim de Augsburgo, de 1548, um proposta de acordo na qual os protestantes aceitariam todas as autoridades católicas, sendo permitido manter o ensino protestante da Justificação, mas por sua vez, estavavm obrigados a aceitar a doutrina e a prática católicas. A partir desse momento, Agricola foi um pária entre os teólogos protestantes. Foi uma ironia, que um dos Reformadores mais radicais terminasse a vida sendo visto como tendo capitulado perante os Católicos.



Agricola procurou, em vão, apaziguar a controvérsia adiaforística. Morreu durante uma epidemia de peste negra em 22 de setembro de 1566, em Berlim.



Agricola escreveu uma série de obras teológicas. Foi o primeiro a fazer uma coleção de provérbios alemães, que ilustrou com um comentário. A edição mais completa, que contém setecentos e cinquenta provérbios, foi publicada em Wittenberg, em 1592.



Em 1836, Robert Browning usou-o como tema para um monólogo dramático: “Johannes Agricola in Meditation”.

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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