… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 25 de abril de 2017

25 de abril de 1994 • Isidore Bakanja beatificado pelo Papa João Paulo II



25 de abril de 1994 Isidore Bakanja 
beatificado pelo Papa João Paulo II

Isidore Bakanja deu a sua vida pela fé cristã. Viveu uma vida simples como um leigo católico na época das atrocidades cometidas pelo regime do Rei Leopoldo II no Estado Livre do Congo. Nasceu em Bokendela, nas margens do Rio Congo ao norte da cidade de Mbandaka (antiga Coquihatville). Seu pai e sua mãe chamavam-se Iyonzwa e Inyuka, respectivamente. O próprio nome de Bakanja era pronunciado de diversas maneiras, Bakanda, Bakana, Bokando, Makanda e Makando. Logo após os vinte anos de idade, Bakanja desceu o rio até Mbandaka procurando emprego. Ali se tornou pedreiro e conseguiu um emprego público na construção civil. Quando estava em Mbandaka conheceu alguns missionários católicos da Ordem Trapista (Cistercienses) e foi instruído e depois batizado na paróquia de St. Eugene em Bolokowa-Nsimba no dia 6 de maio de 1906. Recebeu a primeira comunhão e a confirmação mais tarde, naquele mesmo ano. Bakanja viveu a sua nova fé de modo muito simples alegrando-se com os dois sinais externos, o rosário e o escapulário que ele jamais deixava de usar. Pelo seu falar e pelo seu exemplo, atraiu amigos e conhecidos à fé cristã.



Bakanja então teve a ideia de ir trabalhar numa plantação de uns europeus. Apesar das advertências dos seus amigos, ele achou um trabalho como servente na casa de um supervisor de plantação chamado Reynders, em Busira. Quando Reynders foi transferido para Ikili, Bakanja acompanhou-o. Lá o capataz da plantação era um tal Van Cauter, conhecido por ser um opositor fanático do Cristianismo e dos missionários Cristãos católicos. Bakanja cumpria as suas tarefas de maneira consciente e a sua relação com Reynders era cordial embora este tenha tentado em vão persuadi-lo a deixar a sua fé cristã. Van Cauter, no entanto, ficou furioso com Bakanja quando ele se recusou a tirar o seu escapulário, e deu ordens para que ele fosse severamente açoitado. Bakanja aceitou a punição injusta no espírito de Jesus e da Sua paixão. Noutra ocasião, Van Cauter viu Bakanja orando durante a hora de descanso e ficou irado. Ele ordenou ao encarregado que açoitasse Bakanja novamente, na mesma hora. Bakanja recebeu mais de 250 açoites com um chicote de couro de hipopótamo com pregos. Depois foi acorrentado e trancado numa cela. Após certo tempo foi libertado e recebeu ordens para encontrar Reynders em Isoko. Sem poder caminhar bem, Bakanja escondeu-se na floresta. Depois de três dias foi descoberto por outro oficial chamado Dorpinghaus, que estava inspecionando a plantação. Bakanja foi levado até um barco no Rio Congo e onde os seus ferimentos, que tinham começado a apodrecer, foram tratados. Os seus ossos expostos causaram-lhe grande sofrimento.



Em Ngomb'Isongo, onde o barco atracou, foi impossível parar a infecção. Morrendo de septicemia, Bakanja foi levado para Busira para ser cuidado pelos catequistas locais, e recebeu a visita de dois missionários trapistas nos dias 24 e 25 de julho de 1909, de quem recebeu os últimos sacramentos. Ele morreu no dia 15 de agosto, perdoando e rezando pelos seus perseguidores. Van Cauter foi levado a julgamento pelos seus empregados e foi-lhe decretada a prisão perpétua. Neste dia, 25 de abril de 1994, Isidore Bakanja foi beatificado pelo Papa João Paulo II, na presença de centenas de Bispos Africanos, padres e religiosos, presentes na Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos em Roma.


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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