… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 29 de abril de 2017

29 de abril de 1619 • A Confissão de Fé Belga é adotada pelo Sínodo de Dordt



29 de abril de 1619 A Confissão de Fé Belga é adotada pelo Sínodo de Dordt
O Sínodo de Dort (também conhecido como o Sínodo de Dordt ou Sínodo de Dordrecht)

A Confissão Belga (em latim, Confessio Belgica. Belgica referia-se ao conjunto dos Países Baixos, norte e sul, que hoje é dividido entre os Países Baixos e a Bélgica. Às vezes é citada como Confissão de Fé Belga) é uma declaração de fé escrita em francês em 1561 por Guido de Bres (também conhecido como Guido de Bray, Guy de Bray e Guido de Brès, 1522-31 de maio de 1567) em cooperação com Hadrian à Saravia (às vezes chamado Hadrian Saravia, Adrien Saravia, ou Adrianus Saravia, 1532-15 de janeiro de 1612, professor de teologia em Leiden e posteriormente em Cambridge, onde morreu em 1603), H. Modetus (durante algum tempo capelão de Guilherme I o Taciturno, Príncipe de Orange e conde de Nassau) e G. Wingen.


 


Foi revisada por Franciscus Junius, o Velho, de Burges (1545–1602), um aluno de Calvino, depois pastor de uma congregação valã em Antuérpia e posteriormente professor de teologia em Leiden, que resumiu os 16 artigos num documento e enviou um exemplar para a Igreja de Genebra, e outros para outras igrejas a fim de ser aprovado por elas. Muito provavelmente esta versão revisada por Franciscus Junius, o Velho, foi impressa em 1562, ou com toda segurança em 1566, e posteriormente traduzida para holandês, alemão e latim. Foi apresentada a Filipe II em 1562, com a vã esperança de obter tolerância para os reformados que sofriam intensa repressão da Espanha católica que dominava a região. Foi adotada formalmente pelos sínodos de Antuérpia de 1566, pelo de Wesel de 1568, pelo de Emden em 1571, pelo de Dordrecht em 1574, pelo de Midelburgo em 1581, e de novo pelo grande Sínodo de Dort (também conhecido como o Sínodo de Dordt ou Sínodo de Dordrecht), neste mesmo dia de 29 de abril de 1619. Como os arminianos haviam exigido mudanças parciais e o texto se tinha corrompido, o sínodo de Dort submeteu os textos em francês, latim e holandês a uma cuidada revisão. O Sínodo decidiu pela rejeição das ideias arminianas, estabelecendo a doutrina reformada em cinco pontos: depravação total, eleição incondicional, expiação limitada, vocação eficaz (ou graça irresistível) e perseverança dos santos. Estas doutrinas, descritas no documento final chamado Cânones de Dort, são também conhecidas como os Cinco pontos do calvinismo. A partir daquela data a Confissão Belga juntamente com o Catecismo de Heidelberg tornaram-se padrões doutrinários que foram reconhecidos como documentos fundamentais pelas Igrejas Reformadas na Holanda e Bélgica e pela Igreja Reformada Holandesa na América.




A Confissão Belga contém 37 artigos e segue a ordem da confissão de fé reformada da Confissão de Fé Francesa ou Confissão de Fé gaulesa ou Confissão de La Rochelle (1559), mas é menos polémica, mais completa e elaborada, especialmente sobre a Trindade, a Encarnação, a Igreja e os sacramentos. Em conjunto, é a melhor declaração do sistema calvinista de doutrina, com a exceção da Confissão de Westminster.



O texto em francês da Confissão Belga deve ser considerado o original. Da primeira edição de 1561 e da de 1562 não há exemplares conhecidos. O sínodo de Antuérpia em setembro de 1580 solicitou que um exemplar do texto revisado de Junius fosse guardada nos seus arquivos, exemplar que tinha de ser assinada por cada novo ministro. Este exemplar manuscrito foi sempre considerado nas Igrejas belgas como o documento autêntico da Confissão Belga. A primeira tradução latina foi feita a partir do texto revisado de Junius por Teodoro de Beza (em francês Théodore de Bèze ou de Besze), ou sob a sua direção para a Harmonia Confessionum (Genebra, 1581) e fez parte da primeira edição do Corpus et Syntagma Confessionum (Genebra, 1612). Uma segunda tradução latina foi preparada por Festus Hommius para o sínodo de Dort em 1618, sendo revisada e aprovada em 1619, e dela foi feita a tradução inglesa em uso na Igreja Reformada holandesa na América. Apareceu uma tradução em grego da Confissão Belga em 1623, 1653 e 1660, em Utrecht. O historiador Philip Schaff considerou a Confissão Belga “como um todo, a melhor afirmação simbólica do sistema calvinista de doutrina, à exceção da Confissão de Westminster”. O texto da Confissão Belga foi publicado em português pela Editora Cultura Cristã, sendo a edição mais recente de 2005.


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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