… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 30 de abril de 2017

30 de abril de 1816 • George Bowen, missionário em Bombaim



30 de abril de 1816 George Bowen, 
missionário em Bombaim
George Bowen, missionário episcopal metodista norte-americano, nasceu em Middlebury, Vermont, nos E. U. A., neste dia, 30 de abril de 1816 e morreu em Bombaim, na Índia, em 5 de fevereiro de 1888.


Como muitos jovens da Nova Inglaterra da sua geração, Bowen era um cético, especialmente depois de ler as obras de Edward Gibbon. No entanto, com a idade de 28, em 1844, após a leitura da “Natural Theology” de William Paley ele foi desperto espiritualmente e converteu-se. Posteriormente, Bowen matriculou-se no Union Theological Seminary, em Nova Iorque, e lá se licenciou em 1847. Foi ordenado pelo presbitério de Nova Iorque e no mesmo ano foi como missionário para Bombaim, na Índia sob os auspícios da American Board of Commissioners for Foreign Missions (Junta Missionária Norte-Americana). Passou o resto de sua vida nessa cidade, sendo por isso conhecido como George Bowen de Bombaim, mas cortou a sua relação com a Junta Americana em 1855, sendo missionário independente até 1872, quando se vinculou à Sociedade missionária episcopal metodista norte-americana. Bowen tornou-se assistente de edição em 1851 e editou e publicou o “Guardian Bombaim” desde 1854 até à sua morte em 1888. Bowen foi também o diretor da Sociedade de Tratados Religiosos de Bombaim. A partir de 1871, Bowen trabalhou em cooperação com o metodista norte-americano William Taylor na educação dos filhos das uniões de indianos e europeus.


É autor de “Daily Meditations” (Filadelfia, 1865); “Discussions by the Seaside” (Bombay, 1857); “Love revealed. Meditations on the parting words of Jesus with his disciples in John xIII. to xVII.! (Filadelfia, 1872) e “Verily, Verily. The Amens of Cristo” (1879). Os seus livros foram muito aprecidados e serviram de ajuda espiritual a muitos cristãos no seu tempo. Quem foi George H. Bowen? Foi um missionário norte-americano, jornalista, linguísta e tradutor na Índia. Era conhecido como “O santo branco da Índia” pela forma como se vestia que era parecida como se vestiam os homens santos hindus. Eis a casca da sua biografia.



Eis o miolo.

Bowen permaneceu solteiro e afastou-se da riqueza e da fama para ser missionário em Bombaim, na Índia, a meio do século XIX. Quando viu que os missionários ocidentais na Índia viviam bem acima do nível médio dos indianos que procuravam evangelizar, Bowen deixou o sustento certo da missão e escolheu ir viver para o meio dos mais pobres dos pobres indianos. Vestia-se como os indianos pobres, e abraçou a pobreza, vivendo numa habitação humilde, e subsistindo, muitas vezes, só a pão e água. Ele pregava nas ruas sob calor sufocante, distribuindo literatura evangelística e porções do Evangelho e chorando pelos perdidos.


Esse homem tremendamente consagrado havia ido para a Índia com altas esperanças pelo ministério do evangelho. E havia dado tudo que tinha com essa finalidade: o seu coração, a mente, corpo e espírito. Mesmo assim, nos seus mais de quarenta anos de ministério na Índia, Bowen não teve nenhum convertido. Foi só após a sua morte que as missões descobriram que ele era um dos mais amados missionários do país. Até mesmo os adoradores de ídolos na Índia viam Bowen como um exemplo do que é um Cristão.


Hoje, a vida humilde de Bowen e as suas palavras de grande poder espiritual ainda incendeiam a minha alma, e a alma de muitos outros cristãos pelo mundo. Contudo, tal como muitos antes dele, Bowen suportou uma terrível sensação de fracasso. Ele escreveu: “Sou o ser mais inútil da Igreja. Deus fere-me e esmaga-me com desapontamentos. Ele edifica-me, e então permite que eu caia de novo no nada. Eu gostaria da companhia de Job, e simpatizo com Elias. Todo o meu trabalho é em vão.” João, o Discípulo Amado, acertadamente reconheceu: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua.” Jo 3:30.


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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