… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 10 de maio de 2017

10 de maio de 1863 • Thomas Jonathan Jackson “cruza o rio, e descansa sob a sombra das árvores”



10 de maio de 1863 Thomas Jonathan Jackson cruza o rio, e descansa sob a sombra das árvores
General Thomas Jonathan “Stonewall” Jackson, pintado por David Bendann.
Thomas Jonathan Jackson nasceu em 21 de janeiro de 1824 em Clarksburg, na Virgínia, nos Estados Unidos. Tinha uma educação académica limitada e foi com muita dificuldade que consegui ser aprovado no exame de ingresso para a Academia Militar de West Point. Não obstante, uma vez iniciados os seus estudos, distinguiu-se academicamente e veio a ser um dos maiores génios tácticos na história militar.



O seu interesse pela fé cristã começou quando era adolescente, e intensificou-se enquanto estava combatendo na Guerra Mexicano-Americana (25 de abril de 1846 a 2 de fevereiro de 1848). Em 29 de abril de 1948, Jackson declarou a sua fé no Senhor Jesus publicamente e foi batizado numa igreja episcopal, conquanto deixou claro que não se estava unindo a esta igreja, porque não estava seguro acerca de a que denominação devia pertencer.



Jackson iniciou em 1851 a sua actividade como professor no Instituto Militar da Virgínia, que se prolongaria por dez anos. Nele os seus alunos consideravam-no muito piedoso e inflexível, fazendo dele o alvo das suas muitas brincadeiras. Durante este tempo Jackson uniu-se à igreja presbiteriana e veio a ser diácono. Era extremamente formal no seu comportamento e intenso na sua devoção espiritual particular.



Em 1853 contraiu matrimónio com Elinor Judkin, mas a sua felicidade foi muito breve porque, apenas um ano depois, ela morreu ao dar à luz. Esta perda devastadora foi a primeira verdadeira prova da sua fé, e motivou-o a voltar a dedicar a sua vida a Cristo. Jackson cria fortemente na vontade de Deus e encontrava consolo no facto de que a providência Divina lhe assegurava que havia um propósito na sua perda.



Jackson não apoiava a secessão, isto é, a separação dos estados do sul dos Estados Unidos, mas não obstante, permaneceu fiel à Virgínia, o seu estado. Quando este estado se separou da União em 1861, aceitou uma comissão no exército da Virgínia do Norte. Foi então quando ganhou seu famoso apodo de Parede de pedra na primeira batalha de Bull Run, aonde a sua brigada se manteve firme contra o ataque das tropas inimigas, como uma parede de pedra.



A grande coragem de Jackson na batalha de Bull Run não passou sem ser notada. Um dos oficiais perguntou-lhe como é que ele fazia para se manter tão calmo e destemido no meio de tão ferozes combates, ao que ele replicou: Capitão, as minhas crenças religiosas ensinam-me a sentir-me tão seguro na batalha como na minha cama. Deus tem um tempo determinado para a minha morte, e não me preocupo a esse respeito, porque sempre estou preparado, não importa em que momento isso me possa vir a acontecer. Capitão, essa é a forma como todos os homens deveriam viver, e assim todos seriam igualmente valentes.



Atribuiu sempre a Deus as suas vitórias. E dizia: Sem as bênçãos do nosso Pai Celestial não teria êxito, e por cada triunfo, a minha oração é que toda a glória seja para Ele, porque Ele é o Único que a merece. Também era conhecido como um homem de oração. Orava apaixonadamente antes de tomar uma decisão, e na véspera de uma batalha despertava várias vezes durante a noite e pedia a direção de Deus.



De 1861 a 1863 Jackson demonstrou o seu génio tático em múltiplas campanhas: na Batalha Peninsular, no vale Shenandoah, nas Batalhas dos Sete Dias, em Cross Keys, em Port Republic, na Segunda Batalha de Bull Run, na Batalha de Antietam, na Batalha de Fredricksburg e em outras. Alguns dos soldados, em privado, consideravam-no como um religioso extremista, mas respeitavam-no como general, tanto que nunca se mofaram dele.



Durante a Batalha de Chancellorsville, travada entre 30 de abril a 6 de maio de 1863, no Condado de Spotsylvania, na Virgínia, Jackson foi apanhado no meio do fogo amigo dos seus próprios homens e recebeu um tiro no braço, o qual teve de lhe ser amputado, e, enquanto recuperava da amputação ao braço, apanhou uma pneumonia. O general Lee (Robert Edward Lee 1807-1870, que era o comante do Exército da Virgínia do Norte durante a Guerra Civil Americana) escreveu-lhe nessa ocasião, dizendo: Se eu tivesse podido comandar os eventos, teria escolhido, pelo bem da nação, ficar eu incapacitado em seu lugar. Felicito-o pelas suas vitórias. Quando lhe leram a carta, Jackson replicou: O general Lee é muito bondoso, mas deveria antes dar a glória a Deus.



A sua saúde degradou-se, continuou piorando, e neste mesmo dia de hoje, dia 10 de maio de 1863, o General Thomas J. Jackson ficou inconsciente e então muito claramente pronunciou as suas últimas palavras: Cruzemos o rio, e descansemos sob a sombra das árvores. Logo, a alma deste grande general entrou na paz do Senhor.



A confiança em Deus do General Thomas J. Jackson capacitou-o a ser valente e a ter esperança em todas as circunstâncias, incluindo na morte de sua esposa, nas duras batalhas em que a sua vida esteve em perigo e, por fim, na sua própria morte. De que maneira sua fé afeta a forma como vive a sua vida?



Todo o que nasce de Deus vence o mundo. E a vitória sobre o mundo é a nossa fé. (1Jo 5:4, BPT, Pt)


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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