… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

4 de maio de 387 • Morre Mónica, mãe de Agostinho de Hipona



4 de maio de 387 Morre Mónica, 

mãe de Agostinho de Hipona

Mónica nasceu muito provavelmente em Tagaste, por volta do ano 332 de pais cristãos e morreu em Óstia, na foz do Tibre, em Itália, neste dia de hoje, 4 de maio de 387. Tagaste era uma antiga cidade da Numídia, no norte da África, e sobre as ruínas de Tagaste foi edificada a atual cidade de Souk Ahras, na Argélia.



Mónica, quando era muito jovem, casou-se com Patrício de Tagaste, de quem teve três filhos: Agostinho, Navigio e uma filha, de quem não se sabe o nome. O seu marido era tosco, colérico e infiel, mas o testemunho e a vida da Mónica foram o meio da sua conversão. Foi batizado em 371, morrendo pouco depois. Mónica compartilhou com Patrício ambição em relação à carreira de Agostinho, que lhes deu muitas alegrias por seus êxitos nos estudos. Porém Agostinho também fez sofrer a sua mãe pela sua vida desencaminhada. Agostinho tinha sido enviado a prosseguir os seus estudos em Cartago, e ali cometeu pecados graves. Em Cartago Agostinho tinha abraçado o maniqueísmo o que o afastou de sua mãe. Mónica ficou profundamente entristecida quando Agostinho abandonou a fé ortodoxa e enviou-o ao bispo para que o convencesse dos seus erros, mas o bispo aconselhou antes Mónica que continuasse orando por seu filho, afirmando-lhe que "não se perderá o filho de tantas lágrimas."



Mónica durante muitos anos orou por ele, fazendo finalmente uma viagem a Milão para estar com ele, cumprindo-se ali o seu desejo há tanto tempo esperado e ansiado. Agostinho converteu-se em 386 e foi batizado por Ambrósio de Milão (c. 340-397) em 25 de abril de 387. Mónica esteve entre o pequeno núcleo de amigos que Agostinho havia reunido ao seu redor antes e depois de seu batismo.



Uma vez que o propósito do seu encontro se havia cumprido, a conversão e batismo de Agostinho, mãe e filho partiram de regresso a África, detiveram-se em Cività Vecchia e em Óstia onde Mónica adoeceu e morreu.



Mónica será sempre recordada como mãe de um dos maiores Pais da Igreja Latina, e ela mesma como uma mulher sábia, amorosa e cristã.



Em 1430 os seus restos mortais foram descobertos e foram transladados pelo Papa Martinho V de Óstia para Roma e enterrados na igreja de Santo Agostinho. Porém o monumento mais imperecível de Mónica são as páginas mais belas das “Confissões” do seu ilustre filho, onde ele descreve a emoção que experimentou pela morte da sua mãe, referindo a sua própria conduta desleal como filho com uma candura insuperável, acabando a biografia da sua mãe com um arrebatamento de tristeza pela morte dela.



Mónica é um exemplo de mulher cristã, de piedade e bondade provadas, mãe abnegada e preocupada sempre com o bem-estar da sua família, até sob as circunstâncias mais adversas.



E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á: buscai, e achareis: batei, e abrir-se-vos-á; Porque, qualquer que pede recebe; e, quem busca, acha; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11:9-12, ARC, Pt)


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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