… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 5 de maio de 2017

5 de maio de 0347 • Paula de Roma, uma insigne Senhora Cristã



5 de maio de 0347 • Paula de Roma, uma insigne senhora Cristã


Paula (esq.), na companhia de sua filha Eustáquia escutam as palavras de Jerónimo (pintura de Francisco de Zurbarán (séc. XVII) na National Gallery of Art em Washington)


Paula, amiga e filha espiritual de Jerónimo, nasceu no dia de hoje, 5 de maio de 347, em Itália. Pertencia à alta nobreza romana, à gens Æmilia, tendo casado muito jovem com o senador Toxócio, membro da gens Julia de quem teve cinco filhos, dentre os quais Eustóquia e Blesila (em latim: Blaesilla).



A sua relação com o Cristianismo parece que a recebeu por parte da sua família. Contudo, não há qualquer relato da sua conversão ao Senhor Jesus.



Sabemos que Paula desde muito jovem manifestou uma grande inclinação para o ascetismo, e foi-se intensificando essa tendência como fruto do seu relacionamento com Epifânio de Salamina (em latim: Epiphanius) e Paulino de Antioquia, dois bispos cristãos, a quem ela deu hospitalidade durante a estadia deles no sínodo de Roma de 382. Por meio desses bispos veio depois a entrar em contacto com Jerónimo, o qual viria a exercer uma grande influência na vida espiritual de Paula.



Paula perde o seu marido no ano de 380, ficando viúva aos 32 anos, e dois anos depois, em 384, perde ainda uma das suas filhas e a outra morreu, muito provavelmente no de 386, pelo que Paula decide nesse mesmo ano partir de Roma e ir viver no Oriente.



Acaba por desprezar os rogos da sua filha, ainda solteira, Blesila, que desejava que a sua mãe adiasse a abalada da viagem romeira até depois das suas bodas, e também os lamentos de seu filho, que tinha o nome de seu pai, a quem Paula deixa ao cuidado do pretor de Roma, que era o magistrado da Cidade Imperial de Roma, que não só exercia o governo como também administrava a justiça na antiga cidade das Sete Colinas.



Embarcada como peregrina para o Crescente Fértil, Paula encontra-se em 382, com Jerónimo, em Antioquia, depois passa pela Terra Santa a caminho do Egito e quatro anos volvidos regressa à Terra Santa onde se fixa em Belém, no ano de 386. Aqui, Paula manda edificar igrejas, um hospital, um mosteiro, do qual veio a ser a primeira responsável. A grande amizade que cultiva com Marcela fez com que esta se sentisse constrangida a residir com Paula neste mosteiro. Marcela, nobre romana cristã, que nascida em Roma no ano de 325, acabaria depois por ser morta durante o saque de Roma em 410 efectuado pelos visigodos.



Continua os seus estudos da Bíblia com Jerónimo, aprendendo hebraico e estando já versada em grego e, é óbvio, em latim. Dedica, como aliás sempre foi seu timbre, também o resto da sua vida ao seu desenvolvimento espiritual e ao cuidado para com os pobres. Paula gastou a sua fortuna com os pobres e necessitados. Na sua incessante caridade e generosidade acabou empobrecida.



Morreu, de causas naturais, no ano de 404, sendo esta ascética peregrina sepultada na Basílica da Natividade, cuja estrutura foi construída sobre uma caverna que a tradição cristã designa como o local de nascimento de Jesus. Como a dizer-nos que devemos todos nós “descansar” em Jesus, aceitando o Seu convite: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei!



Jerónimo ([Strídon, cerca de 347 — Belém, 30 de setembro de 419/420], é conhecido sobretudo como tradutor da Bíblia do grego antigo e do hebraico para o latim a pedido do bispo (papa) Dâmaso I, tradução essa conhecida como “Vulgata”, ainda a Bíblia “oficial da Igreja Católica Romana), deixou-nos a o relato dos atos insignes da vida de Paula de Roma, uma Senhora Cristã.


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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