… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 15 de junho de 2017

15 de junho



Oswald Chambers
My Utmost for His Highest

15 de junho  APRESSA-TE! (2)

“Também …. acrescentai à vossa fé … (2Pe 1:5, ARC, Pt)
Quanto ao trabalho enfadonho. Pedro disse nesta passagem que nos tornamos “participantes da natureza divina” e que agora devemos “pôr nisto mesmo toda a diligência”, concentrando-nos na formação de hábitos piedosos (2Pe 1:4-5). Devemos “acrescentar” às nossas vidas tudo o que carácter implica. Ninguém nasce natural ou sobrenaturalmente com o carácter formado; ele tem de ser desenvolvido. Nem tão-pouco nascemos com hábitos— temos de formar hábitos piedosos na base da nova vida que Deus colocou dentro de nós. Nós não fomos feitos para sermos vistos como modelos de Deus, perfeitos e extraordinariamente brilhantes, mas para sermos vistos como a essência diária da vida quotidiana, exibindo publicamente o milagre da Sua graça. O trabalho enfadonho é a pedra-de-toque do genuíno caráter. O maior impedimento na nossa vida espiritual é que só andamos à procura de grandes coisas para fazer. No entanto, “Jesus... tomando uma toalha… e começou a lavar os pés aos discípulos” (Jo 13:3-5, ARC, Pt).

Nós todos temos aquelas ocasiões na vida em que não há flashes de luz e nenhuma emoção evidente, em que nada experimentamos além da rotina diária com as suas tarefas usuais de todos os dias. A rotina da vida é na realidade a forma de Deus nos preservar entre os nossos momentos de grande inspiração que vêm dEle. Não esperes que Deus te dê sempre os Seus momentos emocionantes, mas aprende a viver naqueles tempos usuais de trabalho enfadonho da vida pelo poder de Deus.

É difícil para nós fazermos o “acrescentai” que Pedro mencionou aqui. Nós dizemos que não esperamos que Deus nos leve para o céu em camas floridas de facilidade, e, contudo, agimos como se assim fosse! Eu tenho de perceber que a minha obediência até no mais ínfimo pormenor da vida tem todo o poder omnipotente da graça de Deus por detrás dela. Se eu faço o meu dever, não por causa do dever, mas porque eu creio que Deus é que dirige as minhas circunstâncias, então, precisamente naquele momento da minha obediência toda a magnificente graça de Deus é minha através da gloriosa expiação pela Cruz de Cristo.


Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: