… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

“E, da mesma maneira, também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir, como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós, com gemidos inexprimíveis.” (Rm 8:26)


“E, da mesma maneira, também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir, como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós, com gemidos inexprimíveis.” (Rm 8:26)

     NÃO é mau sinal, mas o melhor sinal possível quando as nossas orações são respondidas de uma forma que parece contrariar o nosso pedido. Da mesma forma, não é bom sinal quando as nossas orações são atendidas ao pé da letra. O motivo disso é que a vontade e a sabedoria de Deus vão muito além da nossa vontade e sabedoria.

     Assim, pode acontecer que, ao orarmos por alguma coisa e Deus ouve-nos e começa a atender, Ele fá-lo de uma forma que contraria todas as nossas ideias, todos os nossos pensamentos. Parece que Deus está irado connosco depois da nossa oração mais do que antes, e que, no que diz respeito ao que pedimos, estamos em pior situação do que antes de orarmos. Tudo isso, Deus faz apenas porque é esta a Sua maneira de agir: primeiro destrói e aniquila o que há em nós, antes de nos presentear com os Seus dons.

     Quando não há mais esperança e tudo começa a acontecer ao contrário das nossas orações e desejos, iniciam-se aqueles gemidos inexprimíveis. Então, o Espírito “ajuda as nossas fraquezas.” Porque, sem a assistência do Espírito, nos seria totalmente impossível suportar essa forma que Deus usa para ouvir e atender as nossas orações. Aqui se diz à alma: Coragem! Fique firme! Anime-se e espere pelo Senhor!

     Mas quem tem o Espírito recebe ajuda através do Mesmo. Quando Deus age, a Sua ação permanece oculta e incompreendida. E a Sua ação só pode ser ocultada quando se apresenta de uma forma contrária à nossa compreensão e modo de pensar.
  Martinho Lutero
In Meditações de Lutero, Castelo Forte - 1983


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