… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 28 de janeiro de 2018

Amados, se Deus nos amou assim, devemos também nós amarmo-nos uns aos outros. (1Jo 4:11)



Amados, se Deus nos amou assim, devemos também nós amarmo-nos uns aos outros. (1Jo 4:11)

   Não devemos pensar que o amor é uma emoção, algo sentimental, incontrolável e imprevisível. Deus manda-nos amar, o que não seria possível se o amor fosse algo evitável, uma emoção ou sensação esporádica, que aparecesse inesperadamente como um frio repentino. O amor pode afectar as emoções, mas é mais um assunto da vontade do que das emoções.
   O amor não está confinado a um mundo de castelos no ar com escassa relação à essência da vida quotidiana. Por cada hora de luar e de rosas, há semanas de esfregão e pratos sujos.
   Por outras palavras, o amor é intensamente prático. Por exemplo, quando se passa um prato de fruta, o amor escolhe a tocada ou a podre. O amor limpa o lavatório e a banheira depois de usá-los. O amor repõe o papel higiénico para que o próximo que dele necessite não sofra desconforto. O amor apaga as luzes quando delas não se necessita. Recolhe o papel no chão em vez de pisá-lo e passar de lado. Quando lhe emprestam um automóvel, repõe o combustível e o óleo. O amor vaza o lixo sem que lhe peçam. Não faz esperar os demais. Serve os outros antes que a si mesmo. Leva o menino ruidoso para não incomodar na Reunião (da Assembleia Local). O amor fala alto para que o surdo possa ouvir. E o amor trabalha para ter o que compartilhar com os outros.
   O amor como o comprimento do seu vestido
Alcança do chão o próprio pó,
Pode alcançar o sujo da rua e do caminho,
E é porque pode, que deve.

   Não ousa descansar nas montanhas
É seu dever descer até ao vale;
Pois satisfeito não fica até que acende
As vidas que aí se apagam.
 William MacDonald

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