Uma oração puritana
O contínuo arrependimento
Tu tens imputado
o meu pecado ao meu substituto,
E tens imputada a
Sua justiça
À minha alma,
Vestindo-me com o
manto de um noivo,
Enfeitando-me com
jóias de santidade.
Mas, na minha
caminhada Cristã eu ainda me cubro De trapos;
As minhas
melhores orações estão manchadas com o pecado;
As minhas
lágrimas penitenciais são tão impuras;
As minhas
confissões do mal agravam os meus pecados;
A minha receção
do Espírito é tingida com
Egoísmo.
Eu preciso de
arrepender-me do meu arrependimento;
Preciso de ser
lavado pelas minhas lágrimas;
Eu não tenho
roupas limpas para cobrir os meus pecados,
Nem tear para
tecer a minha própria justiça;
Estou sempre
vestido de vestes sujas,
E pela graça,
estou sempre recebendo mudança de
Vestuário,
porque só Tu
sempre justificas o ímpio;
Estou sempre indo
para o país distante,
e volto sempre para
casa como um filho pródigo,
sempre dizendo:
Pai, perdoa-me,
E tu sempre
trazendo para mim
O melhor vestido.
Deixas-me usá-lo
em cada manhã,
E cada noite
regressar vestido com ele,
Sair para o
trabalho diário vestido com ele,
Casar-me vestido
com ele,
Ser ferido na
morte vestido com ele,
Comparecer diante
do Grande Trono Branco vestido com ele,
E entrar no céu
vestido com ele, brilhando como o sol.
Concede-me que
nunca perca de vista
A excessiva
malignidade do pecado,
A excelente
justiça da salvação,
A superior glória
de Cristo,
A grandiosa
beleza da santidade,
A grande
maravilha da graça.
Publicado
por http://www.hbcharlesjr.com/category/the-valley-of-vision/
Tradução de Carlos
António da Rocha
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Esta tradução é de
livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque
já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca
publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente
para uso e desfruto pessoal.
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