… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 5 de julho de 2016

Génesis 1 - Versículos 20 -23 - A Criação



Comentário Completo de Matthew Henry sobre a Bíblia
(Matthew Henry’s Complete Commentary on the Bible)

Génesis 1


Versículos 20 -23
A Criação


Em cada dia, até agora, foram produzidos seres muito preciosos e excelentes, os quais nunca podemos admirar suficientemente. Mas não lemos sobre a criação de qualquer criatura vivente senão até ao quinto dia, do qual estes versículos nos dão um relato. A obra da criação não só prosseguiu gradualmente de uma coisa para outra, mas surgiu e avançou gradualmente daquilo que era menos excelente para aquilo que era mais excelente, ensinando-nos a avançar na direção da perfeição e do esforço para que as nossas últimas obras possam ser as (nossas) melhores obras. Foi no quinto dia que os peixes e as aves foram criados, e ambos a partir das águas. Embora haja uma única espécie de carne de peixes, e um outra de aves, eles foram feitos juntos, e ambos a partir das águas. Porque o poder da primeira Causa pode produzir efeitos muito diferentes das mesmas causas secundárias. Observe: 1. A formação dos peixes e das aves, a princípio, Gn 1:20, 21. Deus ordenou que eles fossem produzidos. E disse Deus: Produzam as águas abundantemente não como se as águas tivessem qualquer poder produtivo em si mesmas, mas: “Que as águas produzam seres, peixes nas águas e aves fora delas.” Esta ordem Ele mesmo a executou: Deus criou as grandes baleias, etc. Insetos, que talvez sejam tão variados e numerosos quanto qualquer espécie de animais, e a estrutura deles, curiosamente, fizeram parte da obra deste dia, alguns deles sendo associados aos peixes e outros às aves. O Sr. Boyle (recordo-me eu) diz que admira a sabedoria e o pode do Criador tanto numa formiga como num elefante. Nota-se aqui vários tipos de peixes e aves, cada um com a sua espécie, e o grande número de ambos que foram produzidos, porque as águas produziram em abundância. E menciona-se particularmente as grandes baleias, o maior dos seres aquáticos, cuja corpulência e força, que excedem a de qualquer outro animal, são provas notáveis do poder e da grandeza do Criador. A expressa observação que se faz da baleia, acima de todos os demais, parece suficiente para determinar que aquele animal se refere ao Leviatã, Jb 41:1. A formação curiosa dos corpos dos animais, os seus tamanhos, formas e naturezas diferentes, com os admiráveis poderes da vida sensível com a que eles são (estão) revestidos, quando devidamente considerados, servem, não só para calar e envergonhar as objeções dos ateus e infiéis, mas para elevar os pensamentos e louvores de Deus nas almas piedosas e devotas, Sl 104:25 e ss. 2. A bênção deles, com o fim da sua continuidade. A vida pode ser mal utilizada, desperdiçada e até mesmo perdida. A sua força não é a força das pedras. Ela é como uma vela que se gastará, se não for primeiramente apagada. E, portanto, o sábio Criador não só fez os indivíduos, mas proveu tudo o que era necessário para a propagação das várias espécies e Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, Gn 1:22. Deus abençoará as suas próprias obras, e não as abandonará e tudo quanto Deus faz durará eternamente, Ec 3:14. O poder da providência de Deus preserva todas as coisas, assim como o Seu poder criador as produziu a princípio. A fertilidade é o efeito da bênção de Deus e deve ser atribuída a ela a multiplicação dos peixes e das aves, de ano em ano, que ainda é fruto desta bênção. Bem, vamos dar a Deus a glória que Lhe é devida pela continuidade destas criaturas até ao dia de hoje, pois visam o benefício do homem. Veja Jb 12:7, 9. É uma pena que a pesca e caça, recreações de inocentes em si mesmas, sejam abusadas fazendo com que as pessoas se afastem de Deus e das suas obrigações. Mas é possível aperfeiçoá-las de forma que sejamos levados à contemplação da sabedoria, do poder, e da bondade dAquele que fez todas estas coisas, levando-nos a temer ao Senhor, assim como os peixes e as aves o fazem em relação a nós.


http://www.studylight.org/commentaries/mhm/view.cgi?bk=0&ch=1



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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