… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A nossa natureza comum impacienta-se de viver apenas da fé



A nossa natureza comum impacienta-se de viver apenas da fé
François Fénelon


"Muitas vezes a tristeza vem de que, procurando a Deus, nós não temos o sentimento da Sua presença. Querer sentir não é querer possuir: é uma espécie de amor-próprio; queremos ter a certeza de possuir, para só então sentir a consolação. A nossa natureza comum impacienta-se de viver apenas da fé. Ela quer sair dessa situação, porque na verdadeira fé, parecem faltar os apoios; a alma fica como que no ar; ela gostaria de “sentir” que está progredindo. Gostaríamos, por amor-próprio, de ter o prazer de nos vermos perfeitos; resmungamos porque isso ainda não é visível; ficamos impacientes, altivos, de mau humor contra os outros e contra nós mesmos. É um erro. Como se a obra de Deus pudesse concretizar-se pela nossa tristeza! Como se nos pudéssemos unir ao Deus da paz perdendo a paz interior... “Marta, Marta, você se preocupa com muitas coisas”, diz o Cristo, que acrescenta: “Só uma coisa é necessária”; e essa coisa é amá-Lo e saber viver tranquilamente a Seus pés."


François Fénelon (1651-1715), arcebispo de Cambrai, uma inspiração para os Cristãos.

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