Comentário
Completo de Matthew Henry sobre a Bíblia
(Matthew Henry’s Complete Commentary on the Bible)
Génesis 1
Introdução
Sendo
o fundamento de toda a religião baseado na nossa relação com Deus como nosso
Criador, é justo que o livro das revelações divinas que tinha o propósito de
ser o guia, o apoio e a regra da religião no mundo, começasse, como de facto
começa, com um relato simples e completo da Criação do mundo em resposta à
primeira pergunta de uma boa consciência, “Onde
está Deus que me fez?” (Jb 35:10). A esse respeito, os filósofos pagãos
infelizmente cometeram um grave erro e, tornando-se presunçosos nos seus
conceitos, alguns defendem a auto-existência e a eternidade do mundo, enquanto
outros atribuem tudo isto ao encontro fortuito de átomos: assim, “o mundo pela
sua sabedoria não conheceu a Deus” mas sofreu muito ao perdê-lo. A Sagrada Escritura,
portanto, planeando pela religião revelada manter e melhorar a religião
natural, reparando a sua decadência e suprindo os seus defeitos, desde a queda,
para a renovação dos preceitos da lei da natureza, estabelece, em primeiro
lugar, este princípio da luz clara da natureza, que este mundo foi, no
princípio do tempo, criado por um Ser de sabedoria e poder infinitos, que
existia Ele mesmo antes de todo o tempo e de todos os mundos. O acesso à Palavra
de Deus dá esta luz, Sl 119:130. O primeiro versículo da Bíblia dá-nos um
conhecimento mais seguro e melhor, mais satisfatório e útil, da origem do
universo, do que todos os livros dos filósofos. A fé viva dos humildes cristãos
compreende este assunto melhor do que a opinião mais elevada das maiores inteligências,
Hb 11:3.
Nós
temos três coisas neste capítulo: I. Uma ideia geral que nos é dada da obra
criação (v. 1, v. 2). II. Um relato específico da obra de vários dias,
registados, como num diário, distintamente e em ordem. A criação da luz, no
primeiro dia (v. 3-5); do firmamento, no segundo dia (v. 6-8.); do mar, da
terra, e dos seus frutos, no terceiro dia (v. 9-13); dos luminares do céu, no
quarto dia (v. 14-19); dos peixes e aves, no quinto dia (v. 20-23); dos animais
(v. 24, v. 25.); do homem (v. 26-28); e do alimento para ambos, no sexto dia
(v. 29, v. 30). III. A revisão e aprovação de toda a obra (v. 31).
http://www.studylight.org/commentaries/mhm/view.cgi?bk=0&ch=1
Tradução de Carlos
António da Rocha
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Esta tradução é de
livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque
já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca
publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente
para uso e desfruto pessoal.
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