… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Génesis 1 - Introdução


Comentário Completo de Matthew Henry sobre a Bíblia
(Matthew Henry’s Complete Commentary on the Bible)

Génesis 1

Introdução

Sendo o fundamento de toda a religião baseado na nossa relação com Deus como nosso Criador, é justo que o livro das revelações divinas que tinha o propósito de ser o guia, o apoio e a regra da religião no mundo, começasse, como de facto começa, com um relato simples e completo da Criação do mundo em resposta à primeira pergunta de uma boa consciência, “Onde está Deus que me fez?” (Jb 35:10). A esse respeito, os filósofos pagãos infelizmente cometeram um grave erro e, tornando-se presunçosos nos seus conceitos, alguns defendem a auto-existência e a eternidade do mundo, enquanto outros atribuem tudo isto ao encontro fortuito de átomos: assim, “o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus” mas sofreu muito ao perdê-lo. A Sagrada Escritura, portanto, planeando pela religião revelada manter e melhorar a religião natural, reparando a sua decadência e suprindo os seus defeitos, desde a queda, para a renovação dos preceitos da lei da natureza, estabelece, em primeiro lugar, este princípio da luz clara da natureza, que este mundo foi, no princípio do tempo, criado por um Ser de sabedoria e poder infinitos, que existia Ele mesmo antes de todo o tempo e de todos os mundos. O acesso à Palavra de Deus dá esta luz, Sl 119:130. O primeiro versículo da Bíblia dá-nos um conhecimento mais seguro e melhor, mais satisfatório e útil, da origem do universo, do que todos os livros dos filósofos. A fé viva dos humildes cristãos compreende este assunto melhor do que a opinião mais elevada das maiores inteligências, Hb 11:3.

Nós temos três coisas neste capítulo: I. Uma ideia geral que nos é dada da obra criação (v. 1, v. 2). II. Um relato específico da obra de vários dias, registados, como num diário, distintamente e em ordem. A criação da luz, no primeiro dia (v. 3-5); do firmamento, no segundo dia (v. 6-8.); do mar, da terra, e dos seus frutos, no terceiro dia (v. 9-13); dos luminares do céu, no quarto dia (v. 14-19); dos peixes e aves, no quinto dia (v. 20-23); dos animais (v. 24, v. 25.); do homem (v. 26-28); e do alimento para ambos, no sexto dia (v. 29, v. 30). III. A revisão e aprovação de toda a obra (v. 31).



http://www.studylight.org/commentaries/mhm/view.cgi?bk=0&ch=1



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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