Uma
oração puritana
O pecador desperto
desperta do teu sonho delirante;
dissuade-te de
perseguir as vaidades,
olha para o íntimo, para a
frente, para cima,
examina-te a ti mesma,
reflete sobre ti mesma,
quem és e o que
fazes, por que (estás) aqui,
o que tu serás em
breve.
Tu és uma criatura de Deus,
formada e equipadas por
Ele,
alojada num corpo como
um pastor na sua tenda;
Não desejas tu conhecer os caminhos de Deus?
Ó Deus,
Tu, o Benfeitor ofendido, negligenciado, provocado
quando eu penso sobre a Tua
grandeza e a Tua bondade
Tenho vergonha da minha
insensibilidade,
Eu coro ao levantar o meu
rosto,
pois eu tenho errado nesciamente.
Devo continuar a não Te prestar atenção a Ti,
quando cada uma das Tuas
criaturas racionais
Te deve amar,
e tomar todos os cuidados
para Te agradar?
Confesso que Tu não tens estado em todos os meus pensamentos,
que o conhecimento do Ti,
como o
fim da
minha existência tem sido
estranhamente esquecido,
porque eu nunca considerei
seriamente
a necessidade do meu
coração.
Mas, embora a minha mente esteja perplexa e dividida,
e apesar da minha natureza
perversa,
contudo, as minhas
disposições secretas ainda Te desejam.
Não permitas que eu demore a vir a Ti;
Quebra o encanto fatal que me une
às minhas vis afeições,
e dá-me uma mente feliz que
repouse em Ti,
pois Tu criaste-me e não
podes esquecer-me.
Que o Teu Espírito me ensine as lições vitais de Cristo,
porque eu sou lento a
aprender;
E ouve Tu os meus gritos de pranto.
Tradução de Carlos
António da Rocha
****
Esta tradução é de
livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque
já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca
publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente
para uso e desfruto pessoal.
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