… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 11 de junho de 2016

Génesis 2 - VERSÍCULOS 1-3 - A Criação



Comentário Completo de Matthew Henry sobre a Bíblia
(Matthew Henry’s Complete Commentary on the Bible)
Génesis 2


VERSÍCULOS 1-3


A Criação


Aqui temos:

I. O estabelecimento do reino da natureza, com Deus descansando da obra da criação, Gn 2: 1, 2. Observe aqui: 1. As criaturas feitas tanto no céu quanto na terra são as hostes ou os exércitos deles, o que denota que são numerosos, mas organizados, disciplinados e subordinados. Como é grande soma deles! E, no entanto, cada um deles conhece o seu lugar, e permanecem nele. Deus usa-os como Seus exércitos para a defesa do Seu povo e a destruição dos Seus inimigos, porque Ele é o Senhor dos exércitos, de todos estes exércitos. Dn 4:35. 2. Os céus e a terra são obras acabadas, e também o são todas as criaturas que neles estão. Tão perfeita é a obra de Deus, que nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar, Ec 3:14. Deus, que começou a construir, mostrou-Se bem capaz de concluir. 3. Logo que os primeiros seis dias terminaram, Deus cessou de todas as obras (concluiu toda a obra) da criação. Ele tinha assim concluído a Sua obra de tal maneira, que embora, na Sua providência, Ele trabalhe até agora (Jo 5:17), preservando e governando todas as criaturas, e, em particular, formando o espírito do homem dentro dele, ainda assim Ele não cria nenhuma nova espécie de criaturas. Nos milagres, Ele controlava e dominava a natureza, mas nunca modificou o seu curso determinado, nem revogou ou acrescentou nada ao que tinha sido estabelecido. 4. O Deus eterno, embora infinitamente feliz no gozo de Si mesmo, ainda ficou satisfeito com a obra das Suas próprias mãos. Ele não descansou como alguém (que está) cansado, mas como alguém bem satisfeito com os exemplos da Sua própria bondade e com as manifestações da Sua própria glória.

II. O início do reino da graça, na santificação do sábado, Gn 2:3. Deus descansou neste dia, e teve complacência das Suas criaturas, e então santificou-o, e ordenou-nos que naquele dia descansássemos e tivéssemos uma complacência no Criador. E o Seu descanso, no quarto mandamento, torna-se uma razão para o nosso (descanso), depois de seis dias de trabalho. Observe que: 1. A solene observância de um dia, em sete, como sendo um dia de descanso sagrado e trabalho sagrado, para a honra de Deus, é o dever indispensável de todos aqueles a quem Deus revelou o Seu santo dia de repouso (os Seus santos sábados). 2. O caminho da santificação pelo sábado é o bom caminho antigo, Jr 6:16. Os sábados são tão antigos quanto o mundo. E eu não vejo nenhuma razão para duvidar que o sábado, tendo sido agora instituído na inocência, fosse religiosamente observado pelo povo de Deus, durante toda a época dos patriarcas. 3. O sábado do Senhor é verdadeiramente honorável, e temos razão para honrá-lo, honrá-lo por causa da sua antiguidade, do seu grande Autor, pela santificação do primeiro sábado pelo próprio Deus santo, e pelos nossos primeiros pais em inocência, em obediência para com Ele. 4. O dia de repouso (sábado) é um dia abençoado, pois Deus abençoou-o, e aquilo que Ele abençoa é abençoado de facto. Deus colocou honra sobre ele, e recomendou-nos que desfrutássemos deste dia, e Ele prometeu, neste dia, encontrar-nos e abençoar-nos. 5. O dia de repouso de sábado é um dia santo, pois Deus santificou-o. Ele separou-o e distinguiu-o dos restantes dias da semana, e consagrou-o e separou-o para Si mesmo, para o Seu serviço e para a Sua honra. Embora seja geralmente dado como certo que o que o sábado cristão que nós observamos, considerado desde a criação, ele não é o sétimo, mas o primeiro dia da semana, ainda assim, sendo ele um sétimo dia, nós nele celebramos o descanso do Deus Filho, e a conclusão da obra da nossa redenção. Podemos e devemos crer nesta instituição original do dia de sábado, e comemorar a obra da criação, para a honra do grande Criador, que é, portanto, digno de receber, em tal dia, adoração, e honra, e louvor, de todas as assembleias religiosas.

http://www.studylight.org/commentaries/mhm/view.cgi?bk=0&ch=1



Tradução de Carlos António da Rocha

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