Comentário
Completo de Matthew Henry sobre a Bíblia
(Matthew Henry’s Complete Commentary on the Bible)
Génesis 2
VERSÍCULOS 1-3
A
Criação
Aqui
temos:
I.
O estabelecimento do reino da natureza, com Deus descansando da obra da
criação, Gn 2: 1, 2.
Observe aqui: 1. As criaturas feitas tanto no céu quanto na terra são as hostes ou os exércitos deles, o que denota que são numerosos, mas organizados,
disciplinados e subordinados. Como é grande soma deles! E, no entanto, cada um deles
conhece o seu lugar, e permanecem nele. Deus usa-os como Seus exércitos para a defesa do Seu povo e a destruição dos Seus inimigos, porque Ele é o Senhor dos exércitos,
de todos estes exércitos. Dn 4:35. 2. Os céus e a terra são obras acabadas, e
também o são todas as criaturas que neles estão. Tão perfeita é a obra de Deus,
que nada se lhe deve
acrescentar, e nada se lhe deve tirar, Ec 3:14. Deus, que começou a
construir, mostrou-Se bem capaz de concluir. 3. Logo que os primeiros seis dias
terminaram, Deus cessou de todas as obras (concluiu toda a obra) da criação.
Ele tinha assim concluído a Sua obra de tal maneira, que embora, na Sua
providência, Ele trabalhe até agora (Jo 5:17), preservando e governando todas
as criaturas, e, em particular, formando o espírito do homem dentro dele, ainda
assim Ele não cria nenhuma nova espécie de criaturas. Nos milagres, Ele
controlava e dominava a natureza, mas nunca modificou o seu curso determinado,
nem revogou ou acrescentou nada ao que tinha sido estabelecido. 4. O Deus
eterno, embora infinitamente feliz no gozo de Si mesmo, ainda ficou satisfeito
com a obra das Suas próprias mãos. Ele não descansou como alguém (que está)
cansado, mas como alguém bem satisfeito com os exemplos da Sua própria bondade
e com as manifestações da Sua própria glória.
II. O início do reino da graça, na santificação do
sábado, Gn 2:3. Deus descansou neste dia, e teve
complacência das Suas criaturas, e então santificou-o, e ordenou-nos que
naquele dia descansássemos e tivéssemos uma complacência no Criador. E o Seu
descanso, no quarto mandamento, torna-se uma razão para o nosso (descanso),
depois de seis dias de trabalho. Observe que: 1. A solene observância de um
dia, em sete, como sendo um dia de descanso sagrado e trabalho sagrado, para a
honra de Deus, é o dever indispensável de todos aqueles a quem Deus revelou o
Seu santo dia de repouso (os Seus santos sábados). 2. O caminho da santificação
pelo sábado é o bom caminho antigo, Jr 6:16. Os sábados são tão antigos quanto
o mundo. E eu não vejo nenhuma razão para
duvidar que o sábado, tendo sido agora instituído na inocência, fosse
religiosamente observado pelo povo de Deus, durante toda a época dos
patriarcas. 3. O sábado do Senhor é verdadeiramente honorável, e temos razão
para honrá-lo, honrá-lo por causa da sua antiguidade, do seu grande Autor, pela
santificação do primeiro sábado pelo próprio Deus santo, e pelos nossos
primeiros pais em inocência, em obediência para com Ele. 4. O dia de repouso
(sábado) é um dia abençoado, pois Deus abençoou-o, e aquilo que Ele abençoa é
abençoado de facto. Deus colocou honra sobre ele, e recomendou-nos que
desfrutássemos deste dia, e Ele prometeu, neste dia, encontrar-nos e
abençoar-nos. 5. O dia de repouso de sábado é um
dia santo, pois Deus santificou-o. Ele separou-o e distinguiu-o dos restantes
dias da semana, e consagrou-o e separou-o para Si mesmo, para o Seu serviço e
para a Sua honra. Embora seja geralmente dado como certo que o que o sábado cristão que nós
observamos, considerado desde a criação, ele não é o sétimo, mas o primeiro dia
da semana, ainda assim, sendo ele um sétimo dia, nós nele celebramos o descanso
do Deus Filho, e a conclusão da obra da nossa redenção. Podemos e devemos crer
nesta instituição original do dia de sábado, e comemorar a obra da criação,
para a honra do grande Criador, que é, portanto, digno de receber, em tal dia,
adoração, e honra, e louvor, de todas as assembleias religiosas.
http://www.studylight.org/commentaries/mhm/view.cgi?bk=0&ch=1
Tradução de Carlos António da Rocha
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Esta tradução é de
livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque
já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca
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