… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A malignidade do pecado



A malignidade do pecado
  John Flavel

Se a morte de Cristo foi aquilo que satisfez a Deus em favor dos nossos pecados, existe uma infinita malignidade no pecado, visto que ele não pode ser expiado de outro modo, senão por meio de uma satisfação infinita. Os tolos zombam do pecado, e existem poucas pessoas no mundo que se mostram verdadeiramente sensíveis a respeito da sua malignidade. No entanto, é certo que, se Deus exigisse de si a penalidade completa, os sofrimentos eternos não seriam capazes de expiar a malignidade que se encontra num só pensamento pecaminoso. Talvez pense que é muito severo o fato de que Deus sujeitaria as suas criaturas aos sofrimentos eternos por causa do pecado e nunca mais ficaria satisfeito com elas.

Quando, porém, considerar bem a verdade de que o Ser contra o qual você peca é o Deus infinitamente bendito e meditar em como Ele agiu em relação aos anjos que caíram, você mudará de ideia. Oh! Que malignidade profunda existe no pecado! Se você deseja entender quão grave e horrível é o pecado, avalie os seus próprios pensamentos, quer à luz da infinita santidade e excelência de Deus, que é ofendido pelo pecado; quer à luz dos sofrimentos de Cristo, que morreu para oferecer satisfação pelo pecado. Então, você obterá compreensões profundas a respeito da gravidade do pecado.

Se a morte de Cristo satisfez a Deus e, consequentemente, nos redimiu da maldição do pecado, a redenção da nossa alma é caríssima. As almas são preciosas e muito valiosas diante de Deus. "Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.” (1Pe 1:18-19 ARC1995) Somente o sangue de Deus é um equivalente para a redenção da nossa alma. Ouro e prata podem redimir-nos da servidão humana, mas não podem livrar-nos da prisão do inferno.

Toda a criação não vale a redenção de uma única alma. As almas são muito preciosas; Aquele que pagou o preço da redenção delas pensou nisso. Mas os pecadores vendem por um valor muito baixo as suas próprias almas. Se a morte de Cristo satisfez a Deus no que diz respeito aos nossos pecados, quão incomparável é o amor de Deus para com pobres pecadores! Se Cristo, por meio da Sua morte, consumou uma plena satisfação pelo pecado, Deus pode perdoar com segurança o maior dos pecadores que crer em Jesus.

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John Flavel nasceu no ano de 1628, filho dum ministro do evangelho que faleceu na prisão por causa do seu inconformismo do seu anglicanismo daquela época. Em 1656, após ter sido educado na University College, Oxford, Flavel foi convidado a tornar-se pastor de uma igreja em Dartmouth, Devon, onde passou a maior parte da sua vida. Embora o Act of Uniformity de 1662 tenha declarado o seu ministério como ilegal, ele continuou pregando e escrevendo fielmente sob a pressão da perseguição. Flavel foi preeminente na sua capacidade de escrever tanto para o coração como para a mente. A popularidade de suas obras é, sem dúvida, em certa medida o resultado do tom afável e fervoroso no qual ele escreveu. A sua morte ocorreu em 1691. 
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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali. 

Carlos António da Rocha



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