… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A Necessidade da Ação Humana

A Necessidade da Ação Humana

C. H. Spurgeon

Faz-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar.”  (Lc 5:4)



Aprendemos com esta narrativa sobre a necessidade da ação humana. A pesca dos peixes foi miraculosa; contudo, nem os pescadores, nem o seu barco, nem os seus equipamentos de pesca foram ignorados - tudo foi usado para apanhar os peixes. De modo que, para se salvar almas, Deus opera através de meios e, ainda que o regime da graça permaneça, Deus agrada-se da loucura da pregação para salvar os que crêem.

Quando Deus opera sem instrumentos, não há dúvida que Ele é glorificado; mas foi Ele que escolheu a instrumentalidade como meio para ser ainda mais engrandecido na terra.


Os meios em si mesmos são totalmente inúteis. “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos” (verso 5). Qual teria sido a razão disto? Eles não eram pescadores exercendo a sua vocação? Certamente. Não tinham mãos inexperientes, eles conheciam o seu ofício. Eram incapazes de cuidar do assunto? Não. Faltou-lhes dedicação? Não, eles labutaram muito. Faltou-lhes perseverança? Não, eles labutaram a noite toda. Faltavam peixes no mar? Certamente que não, pois tão logo o Mestre chegou, eles lançaram as redes sobre cardumes.


Qual teria sido a razão, então? Teria sido por não existir poder nos meios sem a presença de Jesus? “Sem Ele nada podemos fazer”. Mas, com Cristo, podemos todas as coisas.

É a presença de Cristo que concede o êxito. Jesus sentou-Se no barco de Pedro, e a Sua vontade, por uma misteriosa influência, atraiu os peixes para a rede.


Quando Jesus é exaltado na Sua Igreja, a Sua presença é o poder da Igreja - o grito do rei no seu meio. “E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo”. (João 12:32). Dediquemo-nos ao trabalho de pescar almas, olhando ao redor, com fé e solene ansiedade. Vamos labutar até que a noite venha e o nosso labor não será em vão, pois Aquele que nos diz para lançar a rede, a encherá de peixes.

Charles Haddon Spurgeon

Charles Haddon Spurgeon, comumente referido como C. H. Spurgeon (Kelvedon, Essex, 19 de junho de 1834 — Menton, 31 de janeiro de 1892), foi um pregador batista reformado britânico.

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