… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 5 de julho de 2016

Hino “There shall be showers of blessing” em português “Chuvas de graça”ou “Chuvas de bênçãos”.


Apresentação do hino “There shall be showers of blessing” em português  “Chuvas de graça”ou “Chuvas de bênçãos”


4 de julho de 1840 • Nascimento do cantor evangélico James McGranahan autor da música do hino “There shall be showers of blessing” em português “Chuvas de graça”ou “Chuvas de bênçãos”.






“E farei descer a chuva a seu tempo; chuvas de bênção serão. E as árvores do campo darão o seu fruto, e a terra dará a sua novidade, e estarão seguras na sua terra; e saberão que eu sou o SENHOR, quando eu quebrar as varas do seu jugo e as livrar da mão dos que se serviam delas.” (Ez 34:26-27 ARC, PT)



HINO “THERE SHALL BE SHOWERS OF BLESSING” em português “CHUVAS DE GRAÇA”ou “CHUVAS DE BÊNÇÃOS”





Letra: Daniel Webster Whittle, 1883

Música: James McGranahan



Tradução de: José Rodrigues (J.R.)



1

Deus prometeu com certeza

Chuvas de graça mandar;

Ele nos dá fortaleza,

E ricas bênçãos sem par



Coro

Chuvas de graça,

Chuvas pedimos, Senhor;

Manda-nos chuvas constantes,

Chuvas do Consolador.



2

Cristo nos tem concedido

O santo Consolador,

De plena paz nos enchido,

Para o reinado do amor.



3

Dá-nos, Senhor, amplamente,

Teu grande gozo e poder;

Fonte de amor permanente,

Põe dentro de nosso ser.



4

Faze os teus servos piedosos,

Dá-lhes virtude e valor,

Dando os teus dons preciosos,

Do santo Preceptor.



Tradução de: Salomão Luiz Ginsburg



Chuvas de bênçãos teremos:

É a promessa de Deus;

Tempos benditos veremos,

Chuvas de bênçãos dos céus.



Coro

Chuvas de bênçãos!

Chuvas de bênçãos dos céus !

Gotas benditas já temos;

Chuvas rogamos a Deus.



Chuvas de bênçãos teremos:

Vida, paz, gozo e perdão;

Os pecadores indignos

Graça dos céus obterão.



Chuvas de bênçãos teremos,

Manda-no-las, ó Senhor!

Dá-nos também o bom fruto

Desta palavra de amor.



Chuvas de bênçãos teremos,

Chuvas mandadas dos céus;

Bênçãos a todos os crentes,

Bênçãos do nosso bom Deus.



THERE SHALL BE SHOWERS OF BLESSING



1.

There shall be showers of blessing:

This is the promise of love;

There shall be seasons refreshing,

Sent from the Savior above.



Refrain

Showers of blessing,

Showers of blessing we need:

Mercy drops round us are falling,

But for the showers we plead.



2.

There shall be showers of blessing,

Precious reviving again;

Over the hills and the valleys,

Sound of abundance of rain.



3.

There shall be showers of blessing;

Send them upon us, O Lord;

Grant to us now a refreshing,

Come, and now honor Thy Word.



4.

There shall be showers of blessing:

Oh, that today they might fall,

Now as to God we’re confessing,

Now as on Jesus we call!



5.

There shall be showers of blessing,

If we but trust and obey;

There shall be seasons refreshing,

If we let God have His way.





HISTÓRIA DESTE HINO


 Este hino, cujo título em inglês é THERE SHALL BE SHOWERS OF BLESSING, foi escrito pelo Major Daniel Webster Whittle, em 1883, militar e comerciante que se tornou evangelista e hinista. A melodia foi composta por James McGranahan, que compartilhava o ministério de Whittle como músico, depois da trágica morte de Philip Paul Bliss.



Ira David Sankey publicou o hino pela primeira vez, na sua colectânea Gospel Hymns n.° 4 em 1883 e incluiu-o em todas as edições seguintes. O nome da melodia apareceu desde sua primeira publicação. Seguiu-se também a publicação do hino nas diversas edições do Sacred Songs and Solos, que Sankey publicou na Inglaterra.



UM TESTEMUNHO ACERCA DESTE HINO



Quando Howard Rutledge sobrevoava o Vietname durante a guerra, o seu avião foi atingido e, por causa disso, foi obrigado a saltar de pára-quedas, vindo a pousar sobre um pequeno vilarejo onde foi feito prisioneiro de guerra. Durante sete longos anos recebeu as mais cruéis torturas que se possam imaginar. Muitas vezes a sua alimentação não passava de uma tigela de gordura de porco.



Ele estava sempre sozinho, num ambiente frio e sendo torturado. Como fez para não enlouquecer? No seu livro “Na presença dos meus inimigos” ele escreveu: “Eu queria falar sobre Deus, Cristo e a igreja. Mas em Heartbreak (nome do campo de concentração), não havia pastor, nem professor da escola dominical, nem hinário... Eu tinha negligenciado por completo a dimensão espiritual da minha vida. Fui para a prisão para entender como a vida é vazia sem Deus, por isso tive de reavivar as minhas lembranças e relembrar os dias da escola dominical em Tulsa, Estado de Oklahoma, nos estados Unidos. Se eu não conseguia ter uma Bíblia e nem um hinário, então tê-los-ia de reconstruí-los na minha mente. Tentei, desesperadamente, recordar... corinhos evangélicos da minha infância e hinos que cantávamos na igreja. As primeiras três dúzias de hinos foram relativamente fáceis. Cada dia eu tentava relembrar um novo hino ou uma nova passagem bíblica. Certa noite houve um temporal terrível – era a época das monções – então um relâmpago muito forte cortou a energia eléctrica de toda a prisão, deixando tudo nas trevas. Tinha estado procurando hinos na minha mente e parei de fazê-lo para dormir quando a chuva começou. De repente, comecei a sussurrar o hino ‘Chuvas de graça’, precisamente aquele de que me havia esquecido completamente, desde que eu era criança”.



Chuvas de graça,

Chuvas pedimos, Senhor;

Manda-nos chuvas constantes,

Chuvas do Consolador.



“O inimigo sabia que a melhor maneira que havia de vencer a resistência de um homem era espremer o seu espírito dentro de uma cela solitária”. Howard escreveu: “Alguns dos prisioneiros de guerra, depois de ficarem confinados a uma solitária, ficavam na posição fetal e acabavam por morrer. Todos estes assuntos sobre as Escrituras e hinos podem parecer cansativos para alguns, mas foi desta maneira que venci o nosso inimigo e derrotei a força da morte que me cercava”.


****

Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: