… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 2 de julho de 2016

Génesis 1 - VERSÍCULOS 6-8 - A Criação


Comentário Completo de Matthew Henry sobre a Bíblia
(Matthew Henry’s Complete Commentary on the Bible)

Génesis 1

VERSÍCULOS 6-8
A Criação

Nós temos aqui um relato da obra do segundo dia, a criação do firmamento, no qual observe: 1. A ordem de Deus a esse respeito: Haja um firmamento, uma expansão. Este é o significado da palavra grega, como um lençol esticado, ou uma cortina puxada. Isto inclui tudo o que é visível na parte de cima da terra, entre ela e o terceiro céu: o ar, as regiões superiores, as do meio, e as inferiores do globo celeste, e todas as esferas e órbitas da luz no céu. O alcance é tão alto quanto o lugar onde as estrelas estão fixadas, porque aqui é chamado de firmamento do céu ou expansão dos céus (Gn 1: 14, 15), e tão baixo quando o lugar onde as aves voam, porque também é chamado firmamento do céu ou expansão dos céus (Gn 1: 20). Quando Deus fez a luz, designou o ar para ser o receptáculo e veículo dos seus raios, e para ser um meio de comunicação entre o mundo invisível e o visível porque, embora entre o céu e a terra haja uma distância inconcebível, não há um abismo intransponível, como há entre o Céu e o inferno. Este firmamento não é uma parede de divisão, mas um meio de comunicação. Veja Jb 26:7; 37:18; Sl 104:3 e Am 9:6. 2. A sua criação. Para que não parecesse que Deus tivesse apenas ordenado que ele fosse feito, e que outra pessoa o fizesse, ele acrescenta: E Deus fez o firmamento ou Deus fez a expansão. O que Deus exige de nós, Ele mesmo o opera em nós, quando não, nada é feito. Aquele que ordena a fé, a santidade e o amor, cria-os pelo poder da Sua graça que acompanha a Sua palavra, a fim de que Ele possa ter todo o louvor. Senhor, dá-nos aquilo que Tu ordenaste, e então ordena o que Te agrade. É dito que o firmamento é a obra dos dedos de Deus, Sl 8.3. Conquanto a vastidão da sua extensão declare que é a obra do Seu braço estendido, a admirável excelência da sua constituição mostra que ela é uma curiosa obra de arte, a obra dos Seus dedos. 3. O seu objectivo e projecto: a separação entre águas e águas, isto é, distinguir entre as águas que ficam envoltas nas nuvens e aquelas que cobrem o mar, as águas no ar e aquelas na terra. Veja a diferença entre estas duas águas que são cuidadosamente observadas, Dt 11:10, 11, onde Canaã é relatada aqui em preferência ao Egito, aquele Egito que foi humedecido e tornado frutífero com as águas que estão debaixo do firmamento, mas Canaã com as águas de cima, sim, o orvalho do céu, o qual não espera pelo homem, nem aguarda filhos de homens, Mq 5:7. Deus tem, no firmamento do Seu poder, câmaras ou depósitos de onde Ele rega a terra, Sl 104:13; 65:9, 10. Ele também possui tesouros, ou depósitos de neve e saraiva, os quais Ele retém até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra, Jb 38:22, 23. Ó que grande Deus é Aquele que assim tem suprido para o conforto de todos aqueles que O servem, e para a confusão de todos aqueles que o odeiam! É bom tê-Lo como amigo, porém é terrível tê-Lo como inimigo. 4. O dar-lhe nome. E chamou Deus à expansão Céus, ou, Deus chamou céu a este firmamento. Este é o céu visível, o pavimento da cidade santa; é dito que Deus tem o Seu trono por cima do firmamento (Ez 1.26), porque Ele o preparou nos céus. Por essa razão foi dito que os céus reinam, Dn 4.26. Porventura Deus não está na altura dos céus?, Jb 22:12. Sim, Ele está, e devemos ser levados pela contemplação dos céus que estão à nossa vista para que consideremos o nosso Pai que está nos céus. A altura dos céus deve fazer lembrar-nos da supremacia de Deus e da distância infinita que há entre nós e Ele. O brilho dos céus e a sua pureza devem fazer lembrar-nos da Sua glória, majestade, e perfeita santidade. A vastidão dos céus e a extensão da terra, e a influência que os céus têm sobre ela, devem fazer lembrar-nos da Sua imensidão e providência universal.


http://www.studylight.org/commentaries/mhm/view.cgi?bk=0&ch=1



Tradução de Carlos António da Rocha

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